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Sistema de Indicadores de Desertificação para a Europa Mediterrânea

Mais informação acerca indicadores

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Escolher e usar indicadores
Autor: Nichola Geeson <desertlinks@medalus.demon.co.uk>


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Escolher os indicadores adequados para si

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Encontrar os melhores indicadores

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Indicadores para lidar com as principais questões da desertificação

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Indicadores têm de ser específicos

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Disponibilidade de dados

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Abordagens de “Top down versus bottom up

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Seleccionar e rejeitar indicadores para o DIS4ME

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Descrição de indicadores

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Classificação de indicadores DIS4ME

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Valores de referência e limites

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Indicadores principais “titulares”

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Sistemas de aviso prévio

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Indicadores de qualidade de vida

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Uso potencial do DIS4ME

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Conclusão

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Referências


g Escolher os indicadores adequados para si

DIS4ME fornece um vasto conjunto de indicadores para utilizar nos vários contextos da desertificação. Pode encontrar indicadores referentes a muitas das necessidades e solicitações, relacionados com:

A base de dados do DIS4ME inclui uma pesquisa fácil, para selecções mais pormenorizadas, incluindo selecção por:

  • DPSIR (indicadores relacionados com forças motoras, pressão, estado, impacto e respostas)
  • Escala espacial, de local a todo o Mediterrâneo
  • Escala temporal (passada, actual e desertificação potencial)
  • Disponibilidade de dados (uma escolha de indicadores relacionados)
  • Palavras-chaves e grupos de indicadores (ex. indicadores de solo, indicadores de gestão da terra)

Alguns indicadores são combinados em índices ou ferramentas. Estes índices foram desenvolvidos por cientistas do DESERTLINKS, para responder a algumas questões específicas:

Um sumário das ideias que estiveram na base do sistema de indicadores DIS4ME é de seguida apresentado.  

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g Encontrar os melhores indicadores (ver também Sobre indicadores: fontes de indicadores)

Lembre-se que um indicador, está lá, para indicar qualquer coisa, para ser um sinal de algo. Um indicador de desertificação, sugere que pode haver um problema de desertificação. Não é definitivo, não precisa de fornecer os detalhes completos. Uma pequena profundidade de solo, não é um indicador de desertificação, mas também não quer dizer, que irá definitivamente haver um risco de desertificação, sem ter em conta outros factores (indicadores) tais como coberto vegetal, ou declive da vertente.

A Agência Europeia de Ambiente define um indicador como “um parâmetro ou valor derivado de parâmetros, que dá informação sobre um fenómeno. Os indicadores são informação quantificada que ajuda a explicar, como as coisas estão a mudar ao longo do tempo e como variam espacialmente. Estes geralmente, simplificam a realidade, de maneira a tornar fenómenos complexos, quantificáveis, para que informação possa ser comunicada.” [1]

Para se qualificar, um indicador como útil deve estar conforme com certos critérios. De acordo com a OECD [2] um indicador deve ser Especifico, Mensurável, Atingível, Relevante e ligado ao tempo. A Agência Europeia de Ambiente sugere que os indicadores devem demonstrar relevância política, serem úteis para os utilizadores, e solidez analítica, tal como mensurabilidade [3]. Deve ser eficiente em custos, para compilação dos dados necessários. O problema de disponibilidade de dados pode ser contornado, dando a possibilidade de escolha, de medidas ou parâmetros que possam ser obtidos para o mesmo indicador. Um exemplo concreto é a aridez, onde existe uma lista de índices de aridez, que são em geral utilizados, cada um útil num determinado contextuo ou a diferente escala. Os indicadores devem também, ser compreensíveis, fáceis de interpretar e adequados para indicar mudanças ao longo do tempo.

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g Indicadores para lidar com as principais questões da desertificação (ver Indicadores: Questões de Desertificação para detalhes completos)

Antes de construir, desenhar, o DIS4ME listamos os principais problemas referentes à desertificação, descritos pelos comités nacionais e agentes e decisores em Portugal, Espanha, Itália e Grécia. Cada país procurava, os indicadores que ajudariam a identificar onde a desertificação era um problema actual ou potencial, e monitorizar mudanças ao longo do tempo. Portanto, era essencial fornecer indicadores para lidar com problemas e questões. Foram identificados os grupos principais de questões, sobre desertificação incluindo: Abandono da terra; desflorestação, aumento na agricultura de regadio intensiva; sobrepastoreio; degradação do ambiente físico; práticas de agricultura de sequeiro desapropriação de terras marginalmente produtivas; litoralização (migração de comunidades para a costa); alterações na disponibilidade de recursos hídricos; alterações na actividade económica; alterações na estrutura social; e organização institucional para combate à desertificação.

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g Indicadores têm de ser específicos

O núcleo da Agência Europeia de Ambiente listou 400 indicadores ambientais, incluindo indicadores específicos como, densidade populacional, perda de matéria orgânicano horizonte superficial dos solos e incêndios florestais. Estes exemplos são fáceis de antever e capazes de significar o mesmo, para a maioria dos utilizadores. Em contraste também listaram indicadores não específicos tais como: boas práticas agrícolas, protecção contra a erosão, estado da paisagem, equilíbrio de nutrientes no solo. “Boas práticas agrícolas” são factores muito importantes no combate a desertificação, mas um conceito tão geral é difícil de usar, de uma maneira prática como um indicador, a menos que possa ser descrito, por uma combinação de parâmetros amplamente aceite (índice). São as componentes prática, especialmente práticas mensuráveis, como consumo de agua, ou frequência das lavouras, que são mais facilmente destacados, definidos e explicados, inequivocamente, como indicadores. Os indicadores têm de ser práticos. Saber sobre o balanço de nutrientes no solo, seria útil, mas não pode ser medido com facilidade e com precisão, nem cartografado a grande escala. Ao invés, o coberto vegetal que se pode visualizar através de imagens por detecção remota, indicam o estado do solo.

Outros problemas surgem, mesmo com indicadores como “consumo de água”. Um valor claro de consumo de água tem pouco valor, sem informação ou definição suplementar. Poderia ser anual ou sazonal, total ou apenas sobre o consumo agrícola. É dependente da sua fonte: chuva, rio, água subterrânea, canal, canalização ou produto de desalinização. Sem uma definição standard, pode não ser valido comparar indicadores para diferentes áreas ou países. Em DIS4ME usamos um número de indicadores específicos relacionados com o uso de água, incluindo consumo de água por sector, disponibilidade de água, área irrigada e exploração de água subterrânea.

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g Disponibilidade de dados

As ideias práticas e interessantes para outros indicadores falharam, porque dados adequados que não irão estar disponíveis, facilmente. Este facto pode dever-se tanto a falta de dados de inovadores, ou de lapsos nos programas de monitorização. Exemplos incluem população transitória, uso de água por turistas, ou procura de produtos agrícolas. Algumas vezes a reflexão sobre a utilidade de indicadores, pode sugerir a recolha futura de importantes bases de dados. A abordagem aos indicadores permite identificar lapsos na monitorização e recolha estatística e promover a harmonização da recolha de dados a nível, local, nacional e regional.

A falta de dados não tem de ser um problema, quando está disponível para escolha uma gama de indicadores, que possam ser adequados aos dados existentes. Deve ser dada um destaque particular ás características observáveis numa paisagem, ex. coberto vegetal, profundidade de solo, e aplicação de políticas de gestão. Verifica-se um progresso, em termos dos dados disponíveis de 1) ao nível de simples diagnósticos gerais, com informação facilmente disponível; a 2) indicadores que fornecem um elevado nível de informação; a 3) o nível de informação obtido, por desenhar esquemas específicos de monitorização; a 4) os detalhes completos e os dados de uma pequena área. No DIS4ME o conjunto básico de indicadores fornece índices simples de, qualidade de solo, clima, vegetação e qualidade de gestão. A determinação do risco de desertificação pode então ser refinada, de acordo com outros dados que estão já disponíveis ou podem ser recolhidos.

É importante rentabilizar os dados que já estão disponíveis. Existe um crescente número de projectos e organizações a implementar programas de monitorização, fornecendo metadados, ou mantendo outras bases de dados para ajudar a troca da informação. Portais da Europa Mediterrânea, que incluem catálogos para fornecimento de dados CLEMDES [4], DISMED [5], EU-MEDIN [6], UNEP.Net Europe [7],  e UNEP GEO Data Portal [8].

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g Topo para a Base” versus “Base para o Topo” (Ver Acerca de indicadores: Outros sistemas de indicadores)

Em contraste com a abordagem, do topo para a base utilizada pela CSD (Comissão sobre Desenvolvimento Sustentável), o Comité da UNCCD sobre Ciência e Tecnologia, não tomou a liderança de coordenar e desenvolvimento de uma lista global de indicadores de desertificação, e depois coordenar os testes em pises individuais. Ao invés, seguindo linhas do guião do CST [9], países e organizações no interior de cada anexo estão a colaborar para desenvolver os seus próprios indicadores, com uma ênfase adicional, no facto de usarem indicadores que são relevantes para preocupações das populações locais, em vez de unicamente o serem para as estratégias do governo nacional. Os indicadores do projecto LADA (Determinação de Degradação da terra em terras secas) foram também recolhidos com participação activa dos agentes e decisores. O DESERTLINKS reconhece que ambas as aproximações têm que ser integradas.

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g Seleccionar e rejeitar indicadores para DIS4ME (ver Acerca dos indicadores : Fontes de indicadores)

No decurso do projecto DESERTLINKS, revisões regulares da lista de indicadores, adicionaram e removeram indicadores. Alguns indicadores que, inicialmente, pareciam úteis, foram removidos da lista, porque era impossível descreve-los, adequadamente ou medi-los de maneira a terem significado. Aqueles que podem ser totalmente descritos são descritos sempre que possível de acordo com o formato estipulado internacionalmente.

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g Descrições de indicadores (ver Indicadores: Base de dados DIS4ME)

Para descrever indicadores foi adoptado o formato padronizado usado pela CSD (Comissão sobre Desenvolvimento Sustentável), que já tinha sido utilizado para os indicadores de desertificação, pela Agência Italiana de Protecção do Ambiente (ver Enne and Zucca [10]) e subsequentemente pelo DESERTLINKS.

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g Classificação dos indicadores do DIS4ME (ver Indicadores: lista de indicadores)

No DESERTLINKS consideramos mais simples classificar indicadores por classes: física/ecológica, económica, social e institucional. Esta classificação encoraja o utilizador a pensar para além da mais comum abordagem física/ecológica.

Todas as descrições de indicadores, igualmente referem o Programa DPSIR (Força Motora, Pressão, Estado, Impacto, Resposta). Tal, foi desenvolvido por organizações tais como A Agência Europeia de Ambiente, para organizar a informação ambiental e fornecer links para os decisores. O programa ajuda a explicar a relação, entre o estado actual de uma paisagem e os factores que podem aumentar ou reduzir o risco de desertificação. Indicadores de força motora e pressão, tais como condições climáticas e alterações de uso da terra, podem ser desenvolvidos para fornecer sistemas de aviso prévio.

DPSIR é um conceito útil para o cientista, mas para o agente ou decisor pode ser às vezes confuso. Não é sempre fácil decidir em qual categoria DPSIR se encaixa um indicador. Pode depender do contexto ou da escala de operação. Por exemplo, declínio de densidade populacional ou quantidade de culturas agrícolas, pode tanto ser uma força impulsionadora e uma resposta.

Na Agência Europeia de Ambiente, os sistemas de indicadores podem ser classificados em função de estarem ligados à descrição, performance, eficiência ou bem-estar total. Indicadores de performance, em particular, podem estar relacionados com valores de referência ou limites. Esta classificação explica porque alguns indicadores, se são descritivos, podem não ter valores de referência óbvios. Ao nível nacional, os políticos estarão muito mais interessados em indicadores de eficiência e bem-estar total, do que em medidas de erosão de solo numa área. Existe uma necessidade de indicadores que possam ser convertidos directamente em decisões de politica.

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g Valores de referência e limites (ver descrição individual de um indicador)

Por valores de referência e limites, queremos dizer os limiares dos parâmetros associados com desertificação. “Valores de referência são usados para desenvolver correlações entre vários parâmetros e providenciar uma linha base para monitorizar ao nível local, nacional e regional” [12]. Um limite é um ponto limiar entre dois regimes de um sistema, ou o ponto de partida para um novo estado, ex. entre árido e semi-árido. Valores de Limite para um indicador são dados quando possível, fornecendo informação definitiva do limite acerca do qual a probabilidade dos processos de desertificação, se tornarem ou não um problema. Um relatório sobre valores de referência e indicadores foi produzido, pelo Comité para Ciência e Tecnologia da UNCCD em 1997 [13], sugerindo que os valores de referência, devem ser definidos, quando possível.

É verdade que um indicador é inútil se não incluir valores de referência? Certamente, valores de referência são desejáveis, mas existem alguns indicadores úteis, em que tal isto pode nunca ser possível. Um exemplo é o indicador “frequência de cheias”, descrito em termos de probabilidade. Situações individuais, serão muito diferentes de acordo com o clima, geologia, topografia e especialmente gestão.

Pode ser muito difícil, por variadíssimas razões atribuir valores definitivos a valores de referência ou a limites de indicadores singulares. O mais comum e possível, é sugerir gamas ou amplitudes de valores. Algumas classes podem ter limites específicos: profundidade de solo, coberto vegetal, protecção contra os fogos. Outras classes podem ser simplesmente, baixo, médio ou alto, para indicadores como, a intensidade de uso da terra, ou drenagem. No entanto note-se, que mesmo um solo muito pouco profundo, pode não significar que exista um risco de desertificação, se está em equilíbrio com factores de vegetação, clima e gestão.

Quando os indicadores são combinados em índices, existe uma maior oportunidade de encontrar valores de referência, pois o equilíbrio entre pelo menos alguns dos principais factores causadores de desertificação são incorporados. O projecto MEDALUS III providenciou um método de classificar áreas Ambientalmente Sensíveis nos países do Mediterrâneo Norte [14]. Os limites no interior desta classificação podem ser usados como Valores de referência. Este trabalho foi desenvolvido e refinado no projecto DESERTLINKS para obtenção do Índice de Sensibilidade Ambiental. Os indicadores usados para o calcular são: Rainfall - Pluviosidade, Aridity index (2) - Índice de aridez (2), Slope aspect - Declive da vertente, Drainage - Drenagem, Soil depth - Profundidade, Rock fragments - Fragmentos Rochosos, Soil texture - Textura do solo, Parent material - Rocha mãe, Slope gradient - Exposição da vertente, Vegetation type - Tipo de vegetação, Vegetation cover - Coberto vegetal, Erosion protection - Protecção contra a erosão, Drought resistance - Resistência à seca, Policy enforcement - Aplicação de políticas e Land use intensity - Intensidade de uso da terra. Este é um conjunto básico de indicadores. Não é necessário um conjunto mínimo de indicadores, pois o índice pode ainda ser calculado, se a informação para alguns destes indicadores está em falta.

O modelo PESERA-RDI (Pan-European Soil Erosion Risk Assessment - Regional Degradation Index) fornece um indicador de desertificação de base física para toda a Europa Mediterrânea a 1 km de resolução, estimando taxas de erosão médias a longo prazo. (Ver Erosion risk (RDI) - Risco de Erosão (RDI)). É uma estimativa de risco de erosão de base física, combinando três componentes/indicadores. Erosividade, índice topográfico e erodibilidade do solo. Erosivity (RDI) - Erosividade inclui o limite de escorrência superficial e determina o poder de transporte de sedimentos por escorrência. A erodibilidade de solo é estimada com base nas características de solo, primariamente Soil texture - Textura de solo. A partir desta informação, foram desenvolvidos, mapas de risco de degradação da terra mais complexos, por adição de outros componentes. Uma é a Salinização (** put in link), pois áreas em risco de erosão e salinidade tendem a excluir-se mutuamente. Outro é Fire risk - Risco de Incêndio.

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g Indicadores principais “titulares” (ver mais pormenores em: Usar e combinar indicadores: Indicadores principais)

Indicadores principais são mencionados em variados sistemas de indicadores, mas não têm sempre o mesmo significado. Devem ser indicadores chave, importantes, que mostram onde desertificação é um problema e onde não é. A AEA usa o termo de indicadores principais, para sintetizar extensas de listas de problemas específicos ex. degradação do solo, alterações climáticas. No DESERTLINKS temos procurado indicadores principais chave, que possam ser definidos e medidos da mesma maneira, em áreas ou países adjacentes, de maneira a se obter uma base credível para comparação e monitorização de alterações. Estes indicadores podem ser já de uso geral nos países do Anexo IV, ou serem indicadores adicionais seleccionados, para ampliar uma abordagem comum. Indicadores principais são, normalmente, calculados de uma colecção de indicadores, como um índice ex. índice de qualidade de solo, índice de clima.

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g Sistemas de Aviso Prévio (ESW)

Outra meta importante, para os sistemas de indicadores contemporâneos é, o Sistemas de Aviso Prévio. O Comité UNCCD para a Ciência e Tecnologia redigiu um relatório em 1999 [15]. Concluíram que em África, o ESW não conduziram até agora à prevenção de fome, de uma forma tão eficiente como originalmente fora a intenção. Isto porque, a informação fornecida não estava sempre útil na prática, e existiam normalmente, obstáculos políticos ou institucionais, na prevenção de uma resposta adequada. O DIS4ME não foi desenvolvido, ainda, para uso como um EWS, mas a monitorização dos indicadores principais e índices descritos, providenciaria uma boa base de recolha de dados comparáveis, espacialmente, e ao longo do tempo. O DIS4mME fornece ferramentas para predizer o risco de desertificação, e estas podem ser adaptadas para novas áreas, quando é necessário, aviso prévio

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g Indicadores de qualidade de vida (ver Indicadores: Lista de indicadores)

A qualidade de vida é muito difícil de medir ou de encontrar um indicador para a sua avaliação, mas faz diferença se a terra produtiva em áreas, potencialmente, degradadas pode ser sustentada. Se as comunidades sentirem que existem boas oportunidades para futuras gerações, irão tomar cuidado com a terra e planear, para além do lucro a curto prazo. No DIS4ME os indicadores sociais incluem, nível de escolaridade dos adultos, índice de pobreza, índice de envelhecimento, e taxa de crescimento de população. O indicador “Percentagem de subsídios à produção da EU”pode evidenciar áreas onde os subsídios podem ditar práticas agrícolas (com consequências ou produtivas ou adversas), e áreas que podiam beneficiar de maiores subsídios. Às vezes podemos usar indicadores que agem como proxy para outras variáveis. Alguns indicadores socio-económicos relevantes para as propriedades de solo já foram reconhecidos e defendidos [16].

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g Uso potencial do DIS4ME

Muitos dos indicadores descritos no DIS4ME, estão agora a ser usados de maneira pratica. Indicadores principais e índices estão já a ser cartografados em toda a Europa Mediterrânea no seio de iniciativas nacionais e internacionais. Existe o objectivo de estender as ideias a novas áreas, e agora que a metodologia está traduzida para Português, Espanhol, Italiano e Grego, o DIS4ME torna-se uma importante fonte de informação para os decisores locais, grupos de agricultores, escolas e universidades. O DIS4ME pode ser adoptado como uma ferramenta de treino, para despertar a consciência para os problemas associados com desertificação. Muitos indicadores do DIS4ME são idealmente adequados para monitorização a longo prazo, pois a sua descrição precisa, garante que todos estão a medir os mesmos parâmetros e que dados recolhidos serão comparáveis e fáceis de interpretar.

Os indicadores no DIS4ME podem ser usados em conjunção com o conceito Ciclo Adaptativo. As alterações no ambiente tomam lugar numa hierarquia de escalas interactivas. O ambiente é dinâmico, não estático, e as interacções evoluem, adoptando o último conjunto de condições. Á medida que uma área passa por uma política ou ciclo adaptativo, diferentes tipos de indicadores podem ser necessários “A resistência ecológica expande e contrai à medida que propriedades chaves do sistema, lentamente se modificam” [17]. Alterações podem ser interpretadas em termos de saúde ecológica.

Outro conceito útil é o de Capital Natural (considerado ao lado de capitais sociais e económicos). O ambiente pode ser visto como um ecossistema dinâmico natural, mas pode ser melhorado ou degradado pelas acções antrópicas ao longo do tempo. Se pode ser colocado um valor nos serviços providenciados pelo ecossistema, as alterações podem ser monitorizadas. A OECD (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico) usa esta abordagem, com indicadores de biodiversidade e saúde ecológica [18].

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g Conclusão

Esperamos, ter providenciado maneiras práticas de usar indicadores de desertificação para a maioria das necessidades. No entanto, se quiser mais conselhos ou ajuda, por favor use o fórum de discussão DIS4ME, ou os contactos dados nas páginas do DIS4ME, ou o e-mail <desertlinks@medalus.demon.co.uk>

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g Referências

[1] Gentile, A.R. From national monitoring to European reporting: the EEA framework for policy relevant environmental indicators. http://www.desertification.it/asv/ASINARA%20WEB/04gentile.htm
[2] Environmental Indicators for Agriculture, Volume 3: Methods and Results, OECD, Paris March 2001. www.oecd.org/agr/env/indicators.htm
[3] Gentile, A.R. From national monitoring to European reporting: the EEA framework for policy relevant environmental indicators. http://www.desertification.it/asv/ASINARA%20WEB/04gentile.htm

[4] CLEMDES, Clearing House Mechanism on Desertification for the Northern Mediterranean Region. http://www.clemdes.org/
[5] DISMED Desertification information system to support national action programmes in the Mediterranean http://dismed.eionet.eu.int/
[6] http://www.eu-medin.org
[7] European Regional Portal http://europe.unep.net/
[8] http://geodata.grid.unep/ch/
[9] Intergovernmental Negotiation Committee for the Convention to Combat Desertification. 1997. Report on ongoing work being done on benchmarks and indicators1997 (A/AC.241/INF.4) http://www.unccd.int/cop/officialdocs/incd10/doclist.php
[10] Enne, G. and Zucca, C. 2000. Desertification indicators for the European Mediterranean region: state of the art and possible methodological approaches. ANPA, Roma and NRD, Sassari, 261 pp
[11] Gentile, A.R. From national monitoring to European reporting: the EEA framework for policy relevant environmental indicators. http://www.desertification.it/asv/ASINARA%20WEB/04gentile.htm
[12] Tenth Session of the General Assembly of the Intergovernmental Negotiating Committee for the Elaboration for the UNCCD, New York, 16-17 January 1997.
[13] http://www.unccd.int/cop/officialdocs/cop1/pdf/cst3add1eng.pdf
[14] Kosmas C, Kirkby M and Geeson N, 1999. The MEDALUS project. Mediterranean Desertification and Land Use. Manual on key indicators of desertification and mapping environmentally sensitive areas to desertification. European Commission, Brussels.
[15] Early warning systems by UNCCD ad hoc panels, meeting held 31 May - 3 June 2000, Konigswinter, Bonn, Germany.1/ICCD/COP(3)/CST/6
[16] Geeson N, Quaranta G and Salvia R. 2003. A participatory approach to identifying economic indicators related to soil biodiversity: empirical evidence from the northern Mediterranean countries. OECD expert meeting on soil erosion and soil biodiversity indicators. Rome, March 2003.
[17] Holling CS, LH Gunderson and G. Peterson, 2002. Sustainability and panarchies. P63-102 in: Panarchy: understanding transformations in human and natural systems. LH Gunderson and CS Holling, eds., Island Press, Washington DC.
[18] http://www.oecd.org/dataoecd/61/54/2635066.ppt E. Smith. A capital approach to measuring sustainable development. May 2003.

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