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Sistema
“Expert” para o Índice de Sensibilidade
Ambiental (ESI) de uma área: como usar o sistema
Autor: Agostino Ferrara < ferrara@unibas.it>
g Algumas notas preliminares
O sistema “expert”
tem várias formas, tal como é aqui usado, pode-se afirmar, que cai na categoria de Sistemas Baseados
em Indicadores Chave. Usando esta abordagem, a Sensibilidade Ambiental
de uma área à desertificação, surge do resultado da interacção entre factores
elementares (indicadores), que estão de uma forma distinta, directa ou
indirectamente ligados à degradação ou à desertificação. Por exemplo,
estes factores podem corresponder, a uma inadequada qualidade de gestão
da terra, a qual se combina com factores ambientais (solo, clima, vegetação)
mais ou menos críticos. Sensibilidade Ambiental à desertificação, está
de facto fortemente ligada a muitos factores ambientais, como clima, solo,
coberto vegetal, morfologia, etc., cujas características e grau de interacção
contribuem decisivamente para a evolução e caracterização de diferentes
níveis ou fases. A sensibilidade está igualmente ligada a factores socio-económicos,
pois o comportamento do Homem e as suas acções económicas e sociais, podem
influenciar muito, a evolução de varias características ambientais. De
um ponto de vista matemático o cálculo de diferentes graus de sensibilidade
ambiental é feito em duas fases. Primeiro, as quatro camadas de qualidade
(layers) com base no solo, clima, vegetação e gestão, são
avaliadas e depois, em segundo lugar, o Índice de Sensibilidade Ambiental (ESI)
à desertificação de cada área, é determinado. (click aqui para ver a metodologia completa e todas as
referencias).
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g Principais aspectos
do sistema
A ferramenta com base na web usa um interface
interactivo simplificado. O interface consiste
num conjunto de menus de expansão, a partir dos quais as classes de uma
série de indicadores físicos, ambientais e socio-económicos (ex:
tipo de vegetação, precipitação anual, profundidade do solo, intensidade
do uso de terra, etc.), podem ser seleccionados. Após selecção o utilizador
pode obter:
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Uma avaliação da qualidade do ambiente a ser examinado
para os quarto principais componentes, vegetação, solo, clima e gestão;
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A estimativa da Sensibilidade Ambiental á desertificação
da área (os valores do Índice ES e ESAs);
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Uma avaliação dos factores mais críticos que estão presentes
na área;
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Uma avaliação das interacções críticas, entre factores
presentes na área.
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g Questões Frequentemente Colocadas (FAQs)
As respostas que se seguem são dadas para ajudar os utilizadores a compreender
o significado e uso do sistema. Recomenda-se vivamente que a secção metodológica
seja lida, cuidadosamente, para clarificar a operacionalidade do sistema.
Qual é o objectivo do sistema?
Ao implementar este sistema pretende-se atingir duas metas principais
- Integrar informação díspar, física e socio-económica, com potencial
para influenciar a sensibilidade ambiental, num sistema coerente,
coesivo e adaptável.
- Ilustrar a capacidade de Sistemas Baseados em Indicadores Chave (KIBS)
para explorar e analisar o ambiente, através perspectivas físicas
e socio-económicas.
Qual é o significado da pontuação ES?
A informação das camadas fundamentais, física e socio-económicas, não
está directamente ligada a um valor absoluto de sensibilidade. Ao invés,
estão relacionadas de forma indirecta, e relativa, a pontuações intermédias
que definem diferentes níveis de sensibilidade, para os diferentes parâmetros
abstractos de (“Qualidade) para uma área em particular. Como resultado,
estas camadas (layers) de qualidade, providenciam
um interface consistente, que permite que a sensibilidade
seja calculada na camada (layer) de topo,
através da imposição de uma base comum às componentes da uma área. Os
elementos fundamentais, que contribuem para as categorias de qualidade,
podem ser analisados e caracterizados em diferentes fases, e usando
outras analises, dentro do sistema.
O que é uma área ambientalmente sensível
(ESA)?
Uma Área Ambientalmente Sensível (ESA) tem tipicamente, uma alta pontuação
ES e pode ser considerada, em geral, como sendo uma entidade específica
e delimitada, na qual factores ambientais e socio-económicos não estão
equilibrados ou não são sustentáveis para esse ambiente em particular.
Qual a diferença entre ESI e um mapa ESA?
O primeiro é o valor de uma unidade de terra num mapa ESA, varia de
0 a 100. Esta implementação baseada na web produz
valores para ambos, ESI e ESA.
Porque é que os valores ESI vão de 0 a 100 e os valores ESA vão de 1 a ~2.xx?
Não há diferença no significado. O Índice ES é a representação em % do
valor ESA, e foi mudado para tornar a interpretação simples e mais intuitiva.
Simplificando, representa a quantidade, em %, de factores críticos na
área.
Porque podem “Aplicação de politicas”
e “Intensidade do uso de terra” serem excluídas da análise?
A flexibilidade providenciada para excluir da investigação, especificamente,
estas camadas (layers), é para possibilitar
que ESIs possam ser determinados a partir, unicamente,
de componentes físicos.
É possível usar outros indicadores além dos utilizados nesta implementação?
Sim é possível. Usando a mesma metodologia é possível
construir um sistema ou mapas.
Como é possível que a mudança do número
e tipo de indicadores no sistema não altere a coerência dos resultados?
Num Sistema Baseado em Indicadores Chave,a selecção das camadas (layers)
é um processo aberto, no qual a escolha das camadas(layers)
não é crítica. Diferentes camadas (layers) de
informação, mudam a ênfase do sistema, mas o sistema é desenhado para
manter a habilidade de analisar as diferentes camadas (layers)
e comparar diferentes áreas. É um dos objectivos deste tipo de sistemas.
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Ferrara, University of
Basilicata - Italy
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