Sistema
Expert para avaliar o Índice de Sensibilidade Ambiental (ESI) de uma área:
metodologia
Autor: Agostino Ferrara, University
of Basilicata - Italy <ferrara@unibas.it>
Esta metodologia é uma versão actualizada
daquela que foi desenvolvida e testada no projecto MEDALUS III pela O.Us
coordenado por: Agostino Ferrara, University of Basilicata -
Itália e Constantinos Kostas,
University of Athen - Grécia
Referencias Principais
- Ferrara A., Bellotti A., Faretta
S., Mancino G., Taberner M., 1999. Identification and assessment of
Environmentally Sensitive Areas by Remote Sensing. MEDALUS III 2.6.2.
- OU Final Report. King's College, London. Volume 2: 397-429
- Kosmas C., Ferrara A., Briasouli
H., Imeson A. 1999. Methodology for mapping Environmentally Sensitive
Areas (ESAs) to Desertification. In 'The Medalus project Mediterranean
desertification and land use. Manual on key indicators of desertification
and mapping environmentally sensitive areas to desertification. Edited
by: C. Kosmas, M.Kirkby, N.Geeson. European Union 18882. pp:31-47 ISBN
92-828-6349-2
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Introdução
Consideráveis quantidades de dados são necessárias, para estimar a sensibilidade
à desertificação de uma área particular. A informação só, no entanto, é
inútil, sem ferramentas apropriadas para a uma exploração eficiente. Em
termos de ferramentas - técnicas sofisticadas têm de ser usadas para adquirir
e gerir, grandes quantidades de dados espaciais e temporais. Estes dados,
que se estão a tornar cada vez mais complexos e que produzem camadas heterogenias
de informação, com diferentes níveis de detalhe, são necessários para revolver
problemas complexos e cruciais do presente. Em termos de dados - três tipos
diferentes de informação são necessários para estimar a Sensibilidade Ambiental
à desertificação: Físico - estrutural, vegetal e socio-económica.
Estas categorias não são necessariamente
independentes: dados radiométricos obtidos por detecção remota e mapas
de vegetação ou fito-climáticos, são todos influenciados por diferentes
factores de muitas origens diferentes. Os dados podem ser conseguidos
da documentação disponível ou em pesquisas dedicadas, em que os
custos dependem da facilidade com que são obtidos. Podem ser nominais
(ex. dados de colheitas, tipo de colheitas, forma de cultivo), presença
ou não presença, ordinal, discreto (ex. um sistema pedológico, águas no
solo, conteúdo em matéria orgânica), ou contínuos (ex. informação
de um Modelo de Elevação Digital) para mencionar alguns. A complexidade
da informação está relacionada com a sofisticação das questões, que devem
ser respondidas; a combinação de dados diferentes e questões complexas
significa que os dados tem de ser analisados de uma maneira integrada,
para se obterem respostas sucintas e bem sustentadas (De Jong, 1994;
Ferrara et al., 1995; Yassoglu et al., 1995).
Neste contexto, um sistema compreensivo
foi desenvolvido para avaliar e investigar as causas e respostas, que
contribuem para a Sensibilidade Ambiental à desertificação de cada unidade
fundamental de terra, descrita como uma Área Ambientalmente Sensível (ESA).
O esquema, aplica-se desde a escala local até à escala de uma bacia hidrográfica.
O sistema aqui apresentado é uma aplicação de um sistema "expert",
surge aqui como uma ferramenta com base na web, para permitir determinar
o Índice de Sensibilidade Ambiental (ESI) para áreas individuais. No sistema
os dados de diferentes fontes, tais como leituras radiométricas de satélite
qualitativas e quantitativas, dados geográficos disponíveis e dados aleatórios
de campo, podem ser integrados.
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Hipótese
Metodológica
A Degradação ou Sensibilidade Ambiental
de uma Área à desertificação é um conceito complexo de racionalizar porque,
dependendo do contexto, pode ser causado por muitos e diferentes factores,
operando isolados ou em associação (Rubio, 1995; Thornes, 1995; UNEP,
1977; UNEP, 1992; Basso, 1996). Uma Área Ambientalmente Sensível (ESA)
pode ser considerada, no geral, como uma entidade delimitada e especifica
na qual factores ambientais e socio-económicos, não estão equilibrados
ou não são sustentáveis para aquele ambiente em particular. O Índice de
Sensibilidade Ambiental (ESI) à degradação ou desertificação de uma área,
pode também ser visto, como o resultado das interacções entre factores
elementares (camadas de informação) que estão diferentemente ligados a
fenómenos directos ou indirectos de degradação ou desertificação (Basso
et al., 1998). Fenómenos de degradação severos e irreversíveis , por exemplo,
podem resultar de uma combinação de, uma qualidade de gestão fraca, a
que se pode adicionar, várias combinações de factores ambientais críticos
(solo, clima e vegetação). De forma a serem tomadas decisões com base
numa boa informação, é necessário ser possível caracterizar e identificar,
os factores relevantes, que produzem situações criticas. Como estes factores
são raramente independentes, é igualmente essencial, ser possível estabelecer
as suas inter- relações, de maneira a que as suas contribuições relativas
possam ser determinadas. Por outro lado, os agentes decisores necessitam
de sínteses funcionais, que evidenciem assuntos de maior importância:
a identificação clara de áreas sensíveis independentemente da fonte; e
a habilidade de determinar o efeito de acções de minimização, sem recorrer
a um complicado método cientifico.
Em termos de dados necessários
para estimar a Sensibilidade Ambiental à desertificação, são essenciais
três diferentes tipos de informação primária: físico - estruturais, vegetais
e socio-económicos. Os grupos não são necessariamente independentes: dados
radiométricos obtidos remotamente, um mapa de vegetação potencial,
ou um fito-climático, todos são influenciados por diversos factores inerentes
a cada contexto. Os dados podem ser obtidos a partir de documentos disponíveis
ou no campo. Podem ser nominais (dados de culturas, tipos de culturas,
formas de lavrar), presença ou ausência, ordinal, discreto (sistemas
pedológicos, agua no solo ou conteúdo em matéria orgânica) ou continuo
(informação de modelos digitais de elevação ou observações de terreno)
para indicar alguns. A complexidade da informação está relacionada com
a sofisticação das questões, que devem ser respondidas; a combinação de
dados diferentes e questões complexas significa que os dados tem de ser
analisados de uma maneira integrada, para se obterem respostas sucintas
e bem sustentadas.
Quanto á analise de dados,
as técnicas de processamento de dados usualmente, simplificam os dados,
quando originam resultados. A amostragem e a homogeneização causam reduções
na precisão dos dados pois camadas de informação muito detalhada, e camadas
com diferente informação, podem só ser juntas num nível mais simples.
Nos processos de classificação usados para interpretar as diferentes camadas,
também se perde informação. De facto, as classificações simplificam os
dados, ao sintetizar a multiplicidade de valores dos atributos por amostragem
ou calculados, com um limitado número de intervalos, enquanto a informação
inicial detalhada é perdida nos agrupamentos de classificação mais abrangentes.
Interpretações e simplificações dos dados são, no entanto essenciais,
quer seja pela necessidade de dispor de classificações, agrupar
os dados numa maneira homogénea, organizar os dados em sistemas de referência
comum, ou quando se compara diferentes tipos de ambientes.
Em termos de requisitos de software
e hardware, optou-se pelo o uso de Sistemas de Informação Geográficos
da nova geração, de reduzido custo : acesso á informação; manutenção de
dados; e interpretação através de vários procedimentos de análise cruzada
de variáveis. Torna-se também possível adquirir e analisar a informação
rapidamente, para identificar as transformações que, por sua vez, permitem
definir, programar e iniciar as implementações necessárias.
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Camadas
usadas no sistema presente
Três considerações iniciais tem de ser tidas em conta, quando se selecciona
as camadas de informação:
- a sua correlação ao fenómeno
de degradação ou estado ambiental critico;
- cobertura;
- facilidade e economia de actualização.
Estabelecer um sistema que requer
informação que é difícil de obter, ou cara de actualizar, mesmo que seja
cientificamente importante, seria severamente limitativo e pouco prático
em ambientes grandes, complexos, ou com sistemas de monitorização contínuos.
O sistema desenvolvido, permite a adição ou remoção fácil de camadas de
informação. As camadas podem ser adicionadas, quando exista a necessidade
de estudar aspectos ou áreas especificas com maior detalhe; camadas podem
ser removidas, quando para uma primeira aproximação a uma estimativa de
ESI,se necessita de informação detalhada, sobre a área de interesse, mas
esta ainda não está disponível.
O conjunto optimizado de camadas usado
normalmente na avaliação do ESI à desertificação e as suas fontes estão
sintetizadas na Tabela 1 enquanto nos parágrafos seguintes se apresenta
uma descrição mais detalhada. Descrições explicativas, em como as camadas
ambientais estão ligadas ao fenómeno de degradação ou à desertificação
são fornecidas: em paginas dedicadas do site; em Basso et al.,
1997; Basso et al., 1998; FAO, 1976; Briggs et al. 1992;
Kosmas et al. 1994; Kosmas et al. 1998; Kosmas et al.
1998; Kosmas 1998; Kosmas et al. 1999; Poesen et al 1996;
e nas descrições dos procedimentos para a selecção de camadas.
Tabela 1 - Conjunto de camadas
de informação usadas para avaliar o ESI à desertificação e as suas
fontes.
|
Qualidade
|
Camada
|
Fonte
|
Camadas Usadas
|
|
Solo
|
Rocha-mãe, Fragmentos Rochosos, Profundidade de Solo, declive,
Drenagem, Textura de Solo
|
Dados publicados a várias escalas e amostras de campo
|
Todas
|
|
Clima
|
Precipitação, Exposição, Incide de Aridez (Bagnouls e Gaussen)
|
Dados publicados a várias escalas, amostras de campo e DEM
|
Todas
|
|
Vegetação
|
Risco de Incêndio, Protecção contra a Erosão, Resistência a
Seca, Coberto Vegetal
|
TeleMetria Landsat, dados publicados a várias escalas e amostras
de campo
|
Todas
|
|
Gestão
|
Cumprimento de Políticas, Intensidade de Uso do solo
|
Dados estatísticos, principalmente a nível municipal
|
Todas (*)
|
(*) Camadas de gestão
podem ser excluídas para se analisar apenas as componentes físicas
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Esquema detalhado do sistema optimizado de camadas-pontuações
Camadas
de solo
O solo é um factor crucial na avaliação
da Sensibilidade Ambiental de um ecossistema, especialmente em zonas áridas,
semi-áridas e sub-humidas secas . As propriedades do solo relacionadas
com os fenómenos de desertificação e degradação, afectam dois parâmetros
principais:
(i) capacidade de armazenamento e retenção de agua;
(ii) resistência a erosão.
A avaliação completa da qualidade do solo com base nestas propriedades
pode ser feita, usando as propriedades de solo descritas nos relatórios
de caracterização efectuados regularmente. As camadas de solo e pontos
relativos estão descritos na tabela 2.
Tabela 2 - Camadas
de solo e pontuações relativas.
|
Camada
|
Classes
|
Pontuações
|
|
Rocha - Mãe
|
Ardósia, xisto, básica, ultra básica, conglomerados, não
consolidadas, argilas; , maragas (com veg. natural);
Calcários, mármore, granito, rhiolito, ignibrito, gneiss, arenito, dolomite;
Marga, Piroclástico.
|
1
1.7
2 |
|
Textura do Solo
|
L,
SCL, SL, LS, CL
SC, SiL, SiCL
Si, C, SiC
S |
1
1.2
1.6
2 |
|
Cobertura Fragmentos Rochosos, %
|
>
60
20 - 60
< 20 |
1
1.3
2 |
| Profundidade Solo,
cm |
profundo
(>75 cm)
moderado (75-30 cm)
pouco profundo (15-30 cm)
delgado(<15 cm) |
1
2
3
4
|
| Drenagem |
Bom
Imperfeito
Pobre |
1
1.2
2 |
|
Declive, %
|
<
6
6 - 18
18 - 35
> 35 |
1
1.2
1.5
2 |
Classes de qualidade do solo são:
|
Classes
|
Intervalo de amplitude
|
Alta Qualidade
|
<
1.13 |
Qualidade Media
|
>=
1.13 <= 1.46 |
| Baixa Qualidade |
>
1.46 |
Camadas
de clima
A Qualidade de clima é determinada
com base na forma como influência a disponibilidade de água para as plantas.
Foi dada atenção á quantidade de precipitação anual, temperatura do ar
e aridez. As camadas de clima e pontuações relativas são apresentadas
na tabela 3. Em particular as camadas seleccionadas são: Precipitação
anual (um parâmetro crucial no crescimento de plantas); Índice de Aridez
Bagnouls-Gaussen (uma síntese de precipitação, evapotranspiração e informação
sobre escorrência superficial); exposição da vertente (afecta as
condições de microclima e a erosão).
Tabela 3 - Camadas
de Clima e pontuações relativas.
| camadas |
Classes |
Pontuações |
| Precipitação,
mm/ano |
> 650
280 - 650
< 280 |
1
2
4 |
Índice Aridez
(Bagnouls & Gaussen) |
< 50
50 - 75
75 - 100
100 - 125
125 - 150
> 150 |
1
1.1
1.2
1.4
1.8
2 |
| Exposição Vertentes |
Norte, NO, NE, plano
Sul, SO, SE |
1
2 |
Classes de qualidade de clima são:
|
Classes
|
Intervalo de amplitude
|
Alta Qualidade
|
<
1.15 |
Qualidade Media
|
>=
1.15 <= 1.81 |
Baixa Qualidade
|
>
1.81 |
Camadas de vegetação
A vegetação tem um papel importante na mitigação dos efeitos dos
fenómenos de degradação e desertificação. As camadas de vegetação e respectivas
pontuações são apresentados na tabela 4. A qualidade de vegetação foi
determinada em termos de: risco de incêndio e capacidade de regeneração
(afecta a degradação de terra, taxa de erosão de solo e perdas de biodiversidade);
protecção contra a erosão do solo (factor importante para controlar a
intensidade e frequência de escorrência superficial e erosão); resistência
a seca (capacidade de um ecossistema de se adaptar ou resistir a secas
prolongadas ou aridez); Coberto vegetal (reduz a escorrência superficial
e a perda de sedimentos).
Tabala 4 - amadas
de vegetação e respectivos pontos
| Camadas |
Classes |
Pontuações |
| Coberto Vegetal,
% |
> 40
40 - 10
< 10 |
1
1.8
2 |
| Risco
de Incêndio |
Solo nu;
Rocha-Mãe; Amendoeiras; Pomares; Vinhas; Oliveiras; Culturas anuais
irrigadas (milho, tabaco, girassol, ... ); Horticultura
|
1 |
| Herbáceas perenes;
Pastagens; Cereais; Herbáceas anuais; Florestas Caducifólias (Carvalho,
misto); Maquis misto Mediterrâneo- Floresta sempre verde (with
Q. ilex); Vegetação escassa; Matos. |
1.3 |
| Maquis Mediterrâneo. |
1.6 |
|
Pinheiros e outras florestas de coníferas. |
2 |
| Protecção
de Erosão |
Floresta sempre verde (excepto coniferas);
Maquis misto Mediterrâneo-Floresta
sempre verde (with Q. ilex); Rocha- Mãe. |
1 |
|
Maquis Mediterrâneo; Floresta Coníferas; Herbáceas perenes ; Pastagens;
Oliveiras; Matos. |
1.3 |
| Florestas Caducifólias
(carvalho, misto). |
1.6 |
|
Amendoeiras; Pomares; ... |
1.8 |
|
Vinhas; Horticulturas; Culturas anuais (cereais, milho, arroz,
aveia, centeio, herbáceas anuais, ...., etc.); Vegetação escassa;
Solo nu. |
2 |
| Resistencia
a secas |
Floresta sempre verde (excepto coníferas); Maquis
Mediterrâneo ; Maquis
misto Mediterrâneo -
Floresta sempre verde (with Q. ilex);
Rocha - Mãe; Solo nu. |
1 |
| Floresta Coníferas;
Floresta Caducifólias; Oliveiras. |
1.2 |
|
Amendoeiras; Pomares; Vinhas. |
1.4 |
| Herbáceas perenes;
Pastagens; Matos. |
1.7 |
| Culturas anuais
(herbáceas anuais, cereais, milho, tabaco, girassol, ...);
Horticultura; Vegetação escassa
. |
2 |
Classes de qualidade de vegetação
são:
|
Classes
|
Intervalo de amplitude
|
Alta Qualidade
|
<
1.13 |
Qualidade Media
|
>=
1.13 <= 1.38 |
Baixa Qualidade
|
>
1.38 |
Camadas
de Gestão
De acordo com os principais tipos de uso de terra, para determinar o
grau de qualidade de gestão e de stress induzido pelo Homem, a terra é
primeiro classificada em cinco categorias. Após determinar o tipo de uso
de terra de uma determinada área, depois a intensidade do uso e o cumprimento
das políticas de protecção ambiental (Tabela 5a-e e Tabela 6), a gestão
é aferida para cada tipo de uso de terra, através do seguinte procedimento
:
Intensidade do uso
de terra
Terra Agrícola (Cultivo):
A intensidade de uso de terra cultivada é classificada em três classes
baseadas na frequência de irrigação, grau de mecanização e cultivo,
aplicação de fertilizantes e agro-químicos, tipos e variedades de plantas
usadas, etc.
Tabela 5a - Intensidade de uso
de terra para terrenos agrícola (Cultivo)
|
Classe |
Descrição |
Pontuações |
|
1
2
3 |
Baixa Intensidade de Uso (LLUI)
Media Intensidade de Uso(MLUI)
Alta intensidade de Uso (HLUI) |
1
1.5
2 |
Terra Agrícola (pastagens): A intensidade de uso de terra, em
pastagem é definida, estimando a taxa de encabeçamento sustentável (SSR)
e a taxa de encabeçamento actual (ASR) (descritos previamente) para
os varias áreas com pastagem. Então, a intensidade de uso é calculada
com base no ratio entre ASR/SSR e classificada nas três seguintes classes.
Tabela 5b - Intensidade de uso de terra, para terrenos agrícolas
(pastagem)
| Classe |
Descrição |
Taxa
de Encabeçamento |
Pontuações |
| 1
2
3 |
Baixa
Moderada
Alta |
ASR<SSR
ASR =SSR to 1.5 *SSR
ASR>1.5*SSR |
1
1.5
2 |
Áreas Naturais (floresta, maquis, matos, solo nu): Em áreas
naturais como matos, solo nu, maquis etc., a intensidade de uso de terra
é definida, determinando a actual A, e a capacidade sustentável (A/S).
Então a intensidade é classificada em três classes baseadas no ratio
A/S.
Tabela 5c - Intensidade de uso
de terra para áreas naturais (floresta, mato, terra a nu)
| Classe |
Descrição |
Características
de Gestão |
Pontuação |
| 1
2
3 |
Baixa
Moderada
Alta |
A/S=0
A/S<1
A/S= 1 or greater |
1
1.2
2 |
Áreas Mineiras: A intensidade de uso de terra para as áreas
com actividade mineira é definida, avaliando as medidas tomadas para
controlo da erosão de solo, tais como socalcos, cobertura da vegetação,
etc. Assim, a intensidade de uso de terra é classificada em três classes,
com base na avaliação do grau de protecção da terra contra a erosão.
Tabela 5d - Intensidade de uso
de terras para áreas mineiras
| Classe |
Descrição |
Medidas
de controlo de erosão |
Pontuação |
| 1
2
3 |
Baixa
Moderadas
Alta |
Adequadas
Moderadas
Baixas |
1
1.5
2 |
Áreas Recreio: Em áreas em que o uso corresponde a actividades
de recreio, como esquiar, rallies, etc, a intensidade do uso da terra
é avaliada definindo, o actual e permitido número de visitantes por
ano (A/P). Então a intensidade é classificada em três classes baseadas
em A/P.
Tabela 5e - Intensidade de uso de terras para áreas de recreio
| Classe |
Descrição |
Razão
A/P |
Pontuações |
| 1
2
3 |
Baixa
Moderada
Alta |
<1
1 to 2.5
> 2.5 |
1
1.5
2 |
Cumprimento de Politicas
As politicas relacionadas com protecção do ambiente, estão classificadas
de acordo com o grau de cumprimento e de aplicação em cada área. A informação
sobre as politicas existentes são conhecidas e estão reunidas, e então
o grau de implementação/cumprimento é avaliado. Três classes relacionadas
com a politica de protecção ambiental estão definidas (Tabela 6).
Tabela 6 - Cumprimento de politicas
| Classe |
Descrição |
Grau
de Aplicação |
Pontuações |
| 1
2
3 |
Baixa
Moderada
Alta |
completa
(>75% de area protegida)
parcial (25-75% de area protegida)
incompleta (<25% de area
protegida) |
1
1.5
2 |
Classes de qualidade de gestão são:
|
Classes
|
Intervalo de amplitude
|
Alta Qualidade
|
<
1.25 |
| Qualidade Media |
>=
1.25 <= 1.51 |
Baixa Qualidade
|
>
1.51 |
5 topo
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Algoritimo de Computação
A quantificação de diferentes níveis
de Sensibilidade Ambiental (ES), à escala da bacia pode ser feita, avaliando
a influência geral que camadas singular de informação têm no fenómeno
em estudo (Ferrara et al. 1999). O objectivo era desenvolver um
sistema que funcionaria independentemente, do número e tipo de camadas
de informação, no seu nível mais primitivo. Isto é possível adoptando
uma abordagem em duas etapas, tal como ilustra a figura 1. Na primeira
etapa, neste caso, as primeiras quatro camadas de quantidade são
inicialmente determinadas através dos dados base e, na segunda fase a
sensibilidade final de uma área é avaliada a partir das camadas de qualidade.
 |
Figura 1 - Esquema do caálculo de um ESI |
Cada unidade elementar, em cada Camada de Qualidade é calculada, como
sendo a média geométrica das suas sub-camadas:
Qualidade_x
ij = (camada_1 ij * camada_2 ij * camada_3
ij * ...... * camada_n ij) (1/n)
[1]
onde:
i,j = filas e colunas de uma única unidade elementar de terra, em
cada camada;
n = número de camadas utilizadas
O primeiro nível, das camadas básicas de dados, isola o resto do sistema
dos detalhes dos dados. A camada de qualidade, nível 2, actua como um
buffer entre as camadas de dados de nivel 1 e a camada ESA derivada, de
nivel 3. Com as quatro qualidades obtidas acima, o ES é estimado por:
ES ij = (Qualidade_1 ij *
Qualidade _2 ij
* Qualidade _3 ij *
Qualidade _4 ij)
(1/4) #9;
[2]
onde:
i,j =
filas e colunas de uma unica unidade elementar de terra de cada qualidade;
Qualidade _ nij = valores calculados
tNo presente Sistema "Expert, valores calculados, tal
como resultam da aplicação do algoritmo e as pontuações acima apresentadas,
são também organizados de 0 a 100, para uma interpretação mais simples.
Algoritmos e valores utilizados podem ser observados na tabela
seguinte:
Tabela 7 - valores
e algoritimos utilizados em avaliação de dados de 0 a 100
|
Camada |
Valores mínimos e máximos |
Algoritmo utilizado |
Valores ESI |
|
Qualidade de vegetação |
1
- 1.79580 |
((Valor
- 1)/(1.79580-1))*100 |
0
- 100 |
|
Qualidade de solo |
1
- 2.24492 |
((Valor
- 1)/(2.24492-1))*100 |
0
- 100 |
|
Qualidade de clima |
1
- 2.51961 |
((Valor
- 1)/(2.51961-1))*100 |
0
- 100 |
|
Qualidade de gestão |
1
- 2.00000 |
((Valor - 1)/(2-1))*100 |
0
- 100 |
| ESI |
1
- 2.12303 |
((Valor - 1)/(2.12303-1))*100 |
0
- 100 |
As pontuações de sensibilidade são
uma maneira simples e eficiente de estimar os diferentes níveis de sensibilidade
presentes numa área defenida. Os valores calculados são contínuos nos
intervalos seleccionados, geralmente de 1 to ~
2 ou de 0 a 100, tal como no Índice ES, mas para fins de interpretação
e representação é sugerido agrupa-los em classes. O agrupamento em classes
é um processo aberto, no qual valores limite são seleccionados, dependendo
do fenómeno que é necessário evidenciar. Na tabela seguinte é apresentado
um exemplo de agrupamento de classe de valores ESI, que pode ser considerado
geralmente, aplicável em ambientes mediterrâneos (Ferrara et al.
1999, Kosmas et al. 1999).
| Nivel
de sensibilidade |
Tipos
de área |
Pontuação
de sensibilidade
|
Indice
de sensibilidade
(% de factores críticos) |
Curta
descrição |
 |
Muito
Baixo |
Não afectada (N) |
>= 1 < 1.170 |
>= 0 < 15.14 |
Áreas em que factores críticos são muito baixos ou não estão
presentes, com um bom equilíbrio entre factores ambientais
e socio-económicos. |
 |
Baixo |
Potencial (P) |
>= 1.170 <= 1.225 |
>= 15.14 <= 20.04 |
Áreas ameaçadas por desertificação em função de significativas
alterações climáticas, se uma particular combinação de uso
de terras é implementada ou onde impactos do "offsite"
vão produzir severos problemas. Também inclui terra abandonada
que não é devidamente gerida. |


|
Medio |
Fragil
(F1)
Fragil (F2)
Fragil (F3) |
> 1.225 <= 1.265
> 1.265 <= 1.325
> 1.325 <= 1.375 |
> 20.04 <= 23.60
> 23.60 <= 28.94
> 28.94 <= 33.39 |
Áreas em que qualquer mudança no equilíbrio delicado entre
natural e actividade humana é provável conduzir à desertificação. |


|
Alto |
Critica (C1)
Critica (C2)
Critica (C3) |
> 1.375 <= 1.415
> 1.415 <= 1.530
> 1.530 |
> 33.39 <= 36.95
> 36.95 <= 47.19
> 47.19 |
Áreas já altamente degradadas através de abusos anteriores,
apresentando-se como uma ameaça ao ambiente das áreas envolventes
ou com evidentes processos de desertificação. |
|
5
topo
g
Exemplo
do uso de pontuações de sensibilidade
Um dos aspectos mais importantes do sistema é que as classes ES não
estão directamente ligadas a um valor absoluto de sensibilidade mas estão
relacionadas indirectamente, e relativamente, através de pontuações que
definem diferentes níveis de sensibilidade, para diferentes parâmetros,
e para uma área em particular. Como resultado, sensibilidade calculada
na camada cimeira impõe um framework comum nos componentes de uma área.
Os elementos, que estão agrupados em extensas categorias, podem então
ser analisados e caracterizados numa fase
diferente por outras analises. Por exemplo, o efeito de diferentes
tipos de intervenção na sensibilidade, pode ser estimado simulando as
diferentes opções de intervenção)(ex. a recuperação de uma floresta de
cadúcifólias degradada, versus a conversão de coníferas numa mais efectiva
floresta de cadúcifólias) ou é possível identificar factores críticos,
aplicando uma simples analise de clusters, a áreas com valores elevados
de sensibilidade ao nível do município.
As figuras seguintes mostram
como o ESI pode ser usado para avaliar e caracterizar diferentes níveis
de sensibilidade, á escala local, na bacia do Agri, Italia. Factores críticos
foram identificados estabelecendo a frequência das classes de camada (ou
pontuações) em todas as amostras espaciais no município, tendo em cada
camada a amostra sido tomada separadamente. O processo foi repetido
para cada município. A matriz resultante foi sujeita a uma análise de
clusters, com ligação completa aos métodos de distância Euclidiana. Figura
2 ilustra o diagrama resultante, obtido usando os dados municipais, e
dá cinco tipologias de sensibilidade dentro da bacia, o que corresponde
a cinco zonas territoriais definidas, enquanto que a figura 3 mostra gráficos
da percentagem dos diferentes graus de Sensibilidade Ambiental, para as
quatro qualidades e grupos de municípios, obtidos da análise de
clusters.
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Figura 2 Analise de clusters dos Municípios localizados
na Bacia do Agri. |
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Figura 3
Os perfis de Sensibilidade Ambiental dos grupos de municipios na
bacia do Agri. Perfis são expressos em percentagens de níveis de
ES, em função das qualidades simples. (eixo X de 10 a 80;
eixo Y de 0 a 75%).
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Como pode ser observado, os grupos de municípios 1, 2 e 3 têm clima
semelhante (todos estão colocados no sector montante do vale do Agri).O
grupo 1 tem críticos os factores socio-económicos e os piores, no
geral, factores de solo. O grupo 2 tem melhores qualidades de vegetação,
mas factores socio-económicos muito críticos. Os grupos 4 e 5 diferem,
embora sejam similares de uma perspectiva geográfica: grupo 5 caracteriza-se
por melhores factores socio-económicos e tem os piores factores climáticos
da bacia, grupo 4, por outro lado, tem as piores condições de vegetação.
Estes exemplos dão ênfase a flexibilidade do sistema: pode usar diversos
dados e no entanto é eficiente; podem ser usados para analisar o sistema
ambiental frequentemente; permite que o estado actual, e alterações, do
ambiente sejam rápida e acertadamente determinadas; e, por identificar
factores críticos, ajuda a definir e identificar as estratégias mais benéficas
e que podem ser introduzidas para reduzir a sensibilidade de uma dada
área. O uso de técnicas de cruzamento de análises, aplicadas a informação
preexistente com outros dados ad hoc obtidos, quando necessário, pode
também ser usado para investigar fenómenos específicos de degradação
ou sensibilidade ambiental de uma forma fácil e efectiva. Ainda
mais, esta abordagem, não só permite a identificação de diferentes graus
de sensibilidade ambiental mas, ao mesmo tempo, permite-nos investigar
os factores que causam a evolução, enquanto eles ocorrem:
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Conclusões
Sistemas que nos permitem identificar e compreender os factores que combinam
e aceleram degradação de terra têm de ser desenvolvidos, para que seja
possível gerir adequadamente a terra e os seus recursos. O sistema, aqui
descrito, pode ser usado para individualizar fenómenos actuais
de degradação. Para fazê-lo, podem ser aplicadas técnicas de cruzamento
e análise dos dados, contidos nas camadas de informação. A informação
nestas camadas provêm de uma grande variedade de fontes - algumas baseadas
nos temas preexistentes, outras baseadas nas combinações desses temas,
e ainda criadas, ex-novo de outras análises. É importante
realçar que a principal razão para este Modelo de Avaliação de Sensibilidade
Ambiental é a definição de um framework de referência, para ser
usado na analise de várias situações em ambiente mediterrâneo, mas tendo
em conta as seguintes restrições operacionais:
- O sistema tem de ser razoavelmente simples de estabelecer, robusto
em operacionalidade e largamente aplicável;
- A selecção das camadas de informação é feita, não apenas na base do
seu actual conteúdo informativo (ex a sua relação com o fenómeno em
estudo), mas também em função da nossa habilidade em obter e actualizar
os dados com facilidade e economia;
- O sistema tem de ser adaptável e receber o desenvolvimento e refinamento
do conteúdo informativo existente e a adição de nova informação.
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