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Avaliação e validação do DIS4ME
Autores:
Jorge García Gómez <jorgegg@um.es> e Nichola Geeson <desertlinks@medalus.demon.co.uk>
g Introdução
Através
do projecto DESERTLINKS, foram realizadas workshops com os agentes e
decisores nas áreas de estudo para discutir os requisitos de um sistema
de indicadores e os méritos de indicadores individuais. O processo de
interacção entre cientistas e agentes e decisores continua, à medida
que mais pessoas têm a oportunidade de saber do
DIS4ME e contribuir para o melhorar.
Os
agentes e decisores incluem:
- Agricultores e organizações de agricultores;
- Autoridades administrativas, locais e regionais, técnicos, representativos
de câmaras municipais, ambiente a nível regional, gestão do território
e agricultura. Técnicos de cooperativas e sindicatos;
- Sociedade civil, ONGs, associações ambientais, fundações privadas,
associações locais;
- Professores e estudantes de universidades e escolas;
- Cientistas de disciplinas relacionadas com a desertificação.
O
processo de avaliação incluiu:
- Workshops na língua
local nas Áreas Alvo, workshops em reuniões específicas de projecto
e em encontros internacionais, uma workshop com os estudantes do Mestrado
GHEA na Università della Basilicata.
- Questionários, circulados
aos agentes e decisores nas Áreas Alvo; representantes dos Pontos
Focais Nacionais; representantes da UNCCD e Comité para a Ciência
e Tecnologia; outros cientistas em projectos paralelos; e a todos
aqueles que pediram a palavra passe para verem o DIS4ME.
5 Topo
g Design do questionário básico
As
questões incluíram:
- O DIS4ME é fácil de usar?
- A estrutura do DIS4ME é lógica?
- O DIS4ME é detalhado?
- O nível de detalhe é suficiente?
Foram
propostas directrizes para desenvolver um questionário adequado:
- As questões deveriam ser simples, dirigindo-se a uma ideia de
cada vez;
- Perguntas fechadas, com uma gama específica de resposta, permitindo
que as respostas nas diferentes Áreas Alvo pudessem ser comparadas.
Algumas questões abertas são também valiosas, claro está.
- Permitir às pessoas a opção fácil de dar resposta sem comprometimento
é de evitar, i.e. é melhor ter quatro classes de respostas que três;
- Os detalhes da pessoa que responde ao questionário têm que ser
registados, ex. masculino / feminino, idade, grupo ou organização
a que pertencem, cientista / não cientista.
Questionário básico
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Questões
fechadas
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Bom
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Relativamente
Bom
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Não
bom
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Pobre
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É
claro qual o objective do DIS4ME e como pode ser utilizado?
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Tentámos
apresentar a informação num estilo científico comum. Achou que
a linguagem usada é clara?
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Foi
fácil navegar pelo DIS4ME?
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Em
termos gerais como é que o DIS4ME endereça os seus requisitos
enquanto cientista, decisor, agricultor, estudante, etc?
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Acha
que o DIS4ME o ajudou a compreender melhor o processo de desertificação?
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Se
marcou “não bom” ou “pobre” nalguma resposta,
por favor explique as suas razões e sugira como se podem fazer
melhoramentos.
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Questões
abertas
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1.
Tem algumas sugestões para melhorar a estrutura e conteúdo do
DIS4ME?
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2.
Pode sugerir algumas áreas onde a informação (ex. descrições de
indicadores ou processos) deva ser expandida ou clarificada?
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3. Existem alguns problemas
específicos de desertificação que não tenham sido endereçados?
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4.
Usou alguma das ferramentas (ex. ferramenta ESI, ferramenta para
calcular o risco de desertificação em virtude da salinização ou
erosão sob vários usos do solo) para avaliar a desertificação
na sua própria área? Se sim, quão rigorosos ou apropriados foram
os resultados obtidos?
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5.
Avaliou a disponibilidade de dados na sua área para algum dos
indicadores? Se sim, para que indicadores havia dados disponíveis/indisponíveis?
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Conforme
o DIS4ME evoluiu, o questionário de avaliação tornou-se crescentemente
específico e dirigido a páginas individuais. A versão corrente pode
ser descarregada de Desertificação e DIS4ME: Faça parte
da avaliação do DIS4ME.
5 Topo
g Resultados de questionários
de avaliação
Embora
o ritmo de retorno dos questionários das pessoas a quem foi dada a palavra
passae para aceder ao DIS4ME no sítio da Internet do projecto DESERTLINKS
não tenha sido muito bom, foi recebido algum retorno útil. Até Novembro
de 2004, a maior parte das
pessoas classificou o DIS4ME como bastante bom. Os aspectos que algumas
pessoas não acharam tão bons ou pobres incluem:
- Não era claro que o DIS4ME pudesse ser usado para um conjunto
largo de objectivos;
- Algumas das opções para usar o DIS4ME não estavam à altura do
que prometiam;
- Algumas das opções para usar o DIS4ME não são relevantes para
agentes e decisores;
- Os objectivos operacionais de alguns dos indicadores não são
claros;
- Ainda é necessário algum trabalho para fazer uma ponte entre
as necessidades dos decisores e os resultados científicos, especialmente
para os tornar disponíveis e úteis para a gestão;
- O DIS4ME só é bom para uma avaliação preliminar da desertificação.
Todos
estes comentários foram discutidos e foram feitos melhoramentos onde
possível, entre Novembro de 2004 e Março de 2005. Alguns dos comentários
específicos são endereçados abaixo:
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Comentários
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Reacção
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A
língua inglesa não é ideal para uso pelos agentes e decisores.
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Quase
todas as páginas do DIS4ME estão a ser traduzidas para Português,
Espanhol, Italiano e Grego.
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A
navegação no DIS4ME pode ser melhorada.
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Foram
feitos melhoramentos aos menus à esquerda e no topo, foi acrescentado
um mapa do sítio.
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Não
é fácil ver que indicadores utilizar.
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Foi
escrita a secção “Escolha e uso de indicadores” para
ajudar.
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Existem
demasiados indicadores e não é claro como ordenar os diferentes
indicadores de acordo com a relevância para a questão.
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Foram
acrescentadas tabelas de indicadores relacionados às páginas individuais
das questões, e todas as descrições de indicadores têm uma listagem
dos indicadores relacionados. A base de dados DIS proporciona
uma ferramenta completa para organizar e seleccionar os indicadores
de acordo com muitos critérios.
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Falta
referência à classificação de indicadores DPSIR.
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A
classificação DPSIR já foi mencionada na descrição de todos os
indicadores, e é agora descrita em “Escolha e uso de indicadores”,
além disso os indicadores podem ser organizados e ordenados de
acordo com o seu lugar na classificação na base de dados DIS.
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São
necessárias melhores descrições de indicadores e processos de
desertificação, incluindo exemplos típicos.
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Todas
as descrições de indicadores e textos descritivos foram revistos
e melhorados onde possível.
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A
alguns indicadores não foram atribuídos valores padrão.
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São
sugeridas valores padrão somente quando apropriado, até porque
podem necessitar de calibragem para diversas situações.
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Não
existe distinção entre parâmetros e indicadores.
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Visto
que os indicadores devem ser específicos, mensuráveis, alcançáveis,
relevantes e temporalmente reportados, muitos indicadores são
parâmetros, mas nem todos os parâmetros são indicadores. Ver “Escolha
e uso de indicadores” para mais detalhes.
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A
base para ordenar e classificar o risco de desertificação não
está bem justificada ou documentada.
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A
metodologia para a ferramenta ESI e para calcular a desertificação
sob vários usos do solo foi descrita em mais detalhe.
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O
uso de fotografias ajuda a compreensão das questões.
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O
número de fotografias foi grandemente aumentado.
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Alguns
modelos, e.g. a ferramenta ESI não são exactamente rigorosos.
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A
ferramenta ESI é usada para indicar o risco de desertificação
usando dados disponíveis, e existem inevitavelmente situações
não explicadas pelo modelo.
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Os
exemplos típicos de melhores práticas de gestão para combater
a desertificação seriam úteis.
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A
ferramenta ManPras e ManData incluem esta informação e são agora
parte do DIS4ME.
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O
uso do DIS4ME requer conhecimentos e dados consideráveis.
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Foram
excluídos indicadores com requisitos não razoáveis de dados, e
onde possível, uma escolha de indicadores similares é dada para
servir diferentes utilizadores com diferentes situações de disponibilidade
de dados.
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A
metodologia das ESA e risco de desertificação não estão definidas.
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A
documentação foi melhorada, incluindo uma versão descarregável
do Manual MEDALUS das ESAs.
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Existem
demasiados indicadores, é necessário um conjunto básico de indicadores.
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Uma
lista longa de indicadores é útil pois pode permitir escolha de
acordo com a disponibilidade de dados. O conjunto básico de indicadores
é o utilizado no Índice de Sensibilidade Ambiental.
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A
análise de outros processos de desertificação (além da erosão
e salinização), tais como toxicidade de contaminação por metais
pesados e acidificação dos solos não estão incluídos.
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Estes
processos serão endereçados se o tempo o permitir.
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A
parte do DIS4ME que descreve o risco de desertificação necessita
maior expansão para outros usos do solo e calibragem noutras condições
ambientais e sócio-económicas.
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A
metodologia usada para quantificar o risco de desertificação sob
vários usos do solo está agora completamente descrita. A calibragem
para outras condições ambientais e sócio-económicas está para
além do âmbito deste projecto particular.
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5 Topo
g Avaliação da escolha de
indicadores usados em relação a algumas questões de desertificação
Os
estudantes do curso de mestrado GHEA da Università della Basilicata
em Itália foram convidados a discutir os indicadores que o DIS4ME oferece
em relação a questões de desertificação. Algumas das suas recomendações
são sintetizadas abaixo:
- Abandono da terra. Embora o processo de degradação
da terra esteja relacionado sobretudo com indicadores físicos tais
como o declive das vertentes e exposição, há algumas considerações
adicionais. A terra tem maior probabilidade de ser abandonada se a
resistência do solo dificulta as lavouras, se existem poucos serviços
para manter a qualidade de vida, e se há pouca provisão para desenvolver
e disseminar novas tecnologias que podiam tornar a vida mais fácil.
Algumas destas ideias podiam ser desenvolvidas em novos indicadores.
- Irrigação intensiva. Foram considerados como
indicadores mais importantes o uso do solo, o potencial de irrigação
realizado, e se o rendimento justificava o uso de irrigação. Também
é necessário incluir ideias acerca da atractividade de uma área para
o investimento. Isto pode ser dependente das infra-estruturas existentes,
para estabelecer se existe suficiente rendimento potencial para ser
obtido do investimento na irrigação.
- Desflorestação. Embora o coberto vegetal
actual seja um indicador útil, também seria útil avaliar a história
do coberto vegetal, pois mudanças abruptas podem ter contribuído para
o grau de degradação da terra ou desertificação. Da mesma forma, os
registos climáticos podem proporcionar informação relevante em termos
de resistência à seca.
- Litoralização. As procuras exercidas pelo
turismo, que afectam as infra-estruturas e serviços são muito importantes.
Podem ser um limiar relacionado com a intensidade existente de turismo,
equilibrando efeitos positivos de melhoramento da economia local com
efeitos negativos tais como aumento da poluição, exaustão dos recursos
hídricos e aumento do potencial de salinização.
- Práticas agrícolas. Os indicadores escolhidos
concentram-se nas operações de lavoura e deviam considerar mais a
aplicação de fertilizantes.
- Actividade económica. A influência de mudanças
na tecnologia disponível ou potencial é importante. A actividade económica
é um factor primário de desertificação mas é difícil definir indicadores
aplicáveis. É importante compreender o que se está a passar, porque
se está a passar e quais vão ser as consequências.
- Degradação da terra. Os indicadores mais importantes
relacionados com esta questão são: a erosão do solo (indicador de
estado); a frequência de fogos (força condutora); potencial de salinização
(estado); coberto vegetal (estado); agricultura sustentável e conservação
da biodiversidade (impacto).
- Recursos hídricos. Pode ser necessário utilizar
diversos indicadores para os diferentes sectores: agricultura, industria
e doméstico (consumo de água por sector), e distinguir entre qualidade
da água, disponibilidade de água e gestão da água (e.g. área irrigada).
- Estrutura social. Seria muito útil saber
acerca dos padrões de mobilidade da população: quantas pessoas viajam
para o trabalho ou outros propósitos, as escalas de tempo da sua mobilidade,
e se essa mobilidade está ligada a factores sociais como o rendimento,
ocupação o nível de educação.
5 Topo
g Validação
A
validação é o processo pelo qual o sistema de indicadores do DIS4ME
foi testado, para ver se é necessário fazer mudanças, quando é utilizado
fora das Áreas Alvo do Projecto DESERTLINKS. Existiram três fases:
- Validação do DIS4ME pelos gestores da terra locais, em grupos
de agentes e decisores nas Áreas Alvo DESERTLINKS de Portugal, Espanha,
Itália e Grécia.
- Uso probatório do DIS4ME pelos representantes nacionais dos
Pontos Focais de Portugal, Espanha, Itália e Grécia.
- Consolidação da avaliação e resultados de avaliação para obter
directrizes para a CST e UNCCD sobre o uso de indicadores de desertificação.
Em
Portugal, Espanha, Itália e Grécia muitas ideias com origem no DIS4ME
ou nos Projectos anteriores MEDALUS foram integradas nos Planos de Acção
Nacionais, e estes estão descritos em: Uso
e combinação de indicadores: Indicadores e Planos de Acção Nacionais.
Ver também Uso
e combinação de indicadores: Indicadores que são relevantes à escala
nacional e do Mediterrâneo.
Um
dos exemplos mais completos de validação foi a associação com o Projecto OLIVERO na ilha de Creta. Este está completamente descrito
em Uso do DIS4ME:
Creta (OLIVERO).
A
parte Sudoeste da prefeitura Chania em
Creta Ocidental caracteriza-se por uma variedade de
paisagens, unidades litológicas e condições climáticas, estando principalmente
coberta por olivais. Encontram-se também vinhas, citrinos, culturas
anuais, nogueiras, e vegetação natural (arbustos, pinhais, florestas
de Quercus sempre verdes, etc.). Com
base na etapa da degradação da terra e da sensibilidade à desertificação
encontraram-se quatro categorias de Áreas Ambientalmente Sensíveis (ESAs)
na área piloto de Chania. As ESAs mais expandidas são as frágeis (78%
da área total) seguidas pelas críticas (14%), potenciais (4%) e não
afectadas (4%).
Olivais ou oliveiras isoladas cobrem a maior parte da área de estudo.
Existem três tipos principais de práticas de cultivo: (a) lavouras uma
ou duas vezes durante a primavera, (b) nenhuma lavoura nem pesticidas,
e (c) nenhuma lavoura e uso de pesticidas. Com base na metodologia DESERTLINKS
do Índice de Sensibilidade Ambiental para definir o risco de desertificação
os seguintes cenários possíveis foram aplicados para avaliar a sensibilidade
da área à desertificação:
- Substituir os olivais por cereais;
- Manter os olivais e lavrar o solo;
- Substituir os olivais com vegetação
natural;
- Manter os olivais sem lavouras.
A análise destes cenários de gestão e maneio sugeriu que a melhor protecção
para a terra contra a desertificação é conseguida se o uso do solo se
mantiver inalterado mas evitando as lavouras do solo.
Em Itália o Projecto DesertNet (à escala nacional) explorou o uso
da metodologia das ESAs em regiões como a Sardenha, Sicília, Apúlia
e Basilicata, onde a Bacia do Agri é a Área Alvo do Projecto DESERTLINKS
(ver Uso do DIS4ME: Itália (DesertNet))
5 Topo
g Conclusões
O
DIS4ME pode responder a muitas questões acerca dos indicadores de desertificação.
Os Pontos Focais de Portugal, Espanha, Itália e Grécia já aplicaram
e cartografaram muitos dos indicadores principais nos seus Planos de
Acção Nacionais utilizando métodos MEDALUS / DESERTLINKS, tais como
a metodologia das Áreas Ambientalmente Sensíveis.
Foram
acrescentadas ao DIS4ME sugestões de novos indicadores pelos avaliadores,
quando foi possível escrever a descrição de um indicador. Contudo, existem
ainda alguns factores importantes, e.g. relações económicas, ou mobilidade
social, para os quais a definição ou método de avaliação não são consensuais,
e uma descrição de indicador não pode ainda ser escrita. Além disso,
muito boas ideias para indicadores não podem ser suportadas pelos dados
disponíveis actualmente.
Os
indicadores ainda não foram usados por um período suficientemente grande
de tempo por um número suficiente de utilizadores para sugerirem quais
se estão a revelar mais úteis num largo leque de situações. Se o DIS4ME
pode ser desenvolvido como uma ferramenta de treino e formação num projecto
subsequente será possível catalogar as localizações e uso preciso dos
indicadores. Se esta informação for reunida será mais fácil demonstrar
a diferença entre desertificação real contemporânea e risco de desertificação.
As workshops finais do DESERTLINKS nas Áreas Alvo com os agentes e decisores
terão lugar em Março de 2005. Embora haja ainda lugar para possíveis
melhoramentos do DIS4ME esta versão será apresentada e explicada aos
agentes e decisores como a versão final, nas suas próprias línguas
5 Topo
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