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Sistema de Indicadores de Desertificação para a Europa Mediterrânea

Risco de Salinização

Risco de Salinização

Risco de erosão sob:

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Uso do solo: Quercus de folha caduca
Autor: Constantinos Kosmas <lsos2kok@aua.gr>


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Indicadores relevantes para o risco de desertificação devido à erosão sob Quercus

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Ferramenta para calcular o risco de desertificação devido à erosão sob Quercus

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Exemplos fotográficos do risco de desertificação sob Quercus

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Informação prévia sobre Quercus na Europa Mediterrânea


g Indicadores relevantes para o risco de desertificação devido à erosão sob Quercus

Dos muitos indicadores na base de dados, os seguintes têm mostrado empiricamente, que desempenham o papel com maior significado na determinação do risco de desertificação sob Quercus na ilha Grega de Lesvos.

g Para detalhes acerca da metodologia

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g Exemplo de uma ferramenta para calcular o risco de desertificação devido à erosão sob Quercus  

Factores Climáticos

Rainfall - Precipitação

Factores da Vegetação

Vegetation cover - Coberto vegetal

Factores do Solo

Soil depth - Profundidade do solo

Factores Topográficos

Slope gradient - Declive da vertente

 

Slope aspect - Exposição da vertente

Factores de Gestão

Fire protection - Protecção ao fogo

 

Terraces, presence of - Presença de socalcos

 

Animal grazing - Densidade de pastoreio

 

Grazing control - Controlo de pastoreio

 

Farm ownership - Regime de propriedade

 

Policy enforcement - Cumprimento das políticas

Valor do Risco de Desertificação
  Risco de Desertificação

Nota importante. Conforme descrito na metodologia, esta ferramenta foi desenvolvida, com base na análise de regressão múltipla de dados obtidos em trabalho de campo na ilha Grega de Lesvos. É necessário ter muito cuidado ao interpretar os resultados, se a ferramenta for utilizada para outro local. Idealmente, deveria ser recalibrada para cada nova localização, usando dados locais e seguindo a metodologia descrita.

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g Exemplos fotográficos do risco de desertificação sob Quercus

Área acidentada altamente degradada, coberta com Quercus e sujeita a elevado risco de desertificação (Índice RD = 7.28). A área caracteriza-se por solo relativamente delgado (menos de 35 cm), vertentes declivosas (declive superior a 35%), precipitação moderada (570 mm por ano), densidade de pastoreio 3.5 com controlo moderado de pastoreio, baixo cumprimento dos regulamentos existentes para protecção ambiental. (Foto de by C. Kosmas)

Área com floresta de Quercus no Norte do Peloponeso, não sujeita a risco de desertificação Índice RD = 0.32). A área caracteriza-se por solos profundos formados em conglomerados (mais de 150 cm), precipitação anual de 850 mm e índice de aridez (Bagnouls-Gaussen) superior a135, declive pouco acentuado (5%). Pastoreio é estritamente controlado pois a terra é propriedade pública, a protecção do fogo é adequada, e existe um cumprimento adequado dos regulamentos existentes para protecção ambiental. (Foto de by C. Kosmas)

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g Informação de fundo sobre Quercus na Europa Mediterrânea

Extensão dos Quercus na Europa Mediterrânea:

Grécia

Florestas de Quercus de folha caduca incluem áreas extensas de grande valor económico por toda a Grécia. Os carvalhos eram associados com o deus Júpiter durante os tempos da Grega antiga. As pessoas costumavam rezar sob um carvalho e quando as folhas eram agitadas a sua vontade tinha sido aceite pelo deus. Os Quercus crescem no campo entre florestas mistas ou puras, e /ou isolados com um sub-bosque de mato. As principais espécies existentes na Grécia são: Quercus trojana, Quercus ithaburensis, Quercus cerris, Quercus petraea, Quercus robur Quercus frainetto e Quercus pubescens.

O Quercus trojana e o Quercus ithaburensis são comuns nas áreas de baixas altitudes da zona climática continental Mediterrânea, crescendo preferencialmente, em solos de baixa fertilidade formados sobre calcário, muito resistentes a condições climáticas áridas, que cobrem particularmente, áreas no Sul e ocidente da Grécia, ilhas Jónicas e do Egeu. O Quercus cerris é comum nas altitudes médias, crescendo preferencialmente, em solos profundos e férteis. Tem necessidades médias de insolação, e é muito resistente a baixas temperaturas, surge e ocupa sobretudo áreas da zona climática continental Mediterrânea. O Quercus peraea cresce essencialmente, em solos profundos, férteis e altamente porosos, é sensível às geadas tardias, cobrindo áreas como as das florestas mistas da zona climáticacontinental Mediterrânea. O Quercus robur cresce a altitudes médias (até 1100 metros), em solos férteis e profundos. Tem grande necessidade de insolação, é sensível à geada tardia e encontra-se principalmente em grupos isolados no Peloponeso, Evia, Corfu e Grécia continental. O Quercus frainetto cresce em solos férteis profundos, tem poucas necessidades de insolação. Apresenta grande resistência a baixas temperaturas e cobre várias áreas do país. O Quercus pubescens cresce em solos degradados da zona climática Mediterrânea. Tem grandes necessidades de insolação, crescendo em florestas mistas geralmente, com Pinus nigra, e Castanea sativa.

As Florestas de Quercus de folha caduca cobrem cerca de 747.549 hectares na Grécia (Ministério da Agricultura, Departamento de Florestas e Ambiente Natural), o que corresponde a 29,8% das áreas florestadas. As florestas puras mais extensas encontram-se na Trácia, Macedónia e Tessália, enquanto as florestas mistas ou povoamentos isolados se encontram por todo o país a altitudes geralmente menores que 1100 metros.

 

Distribuição das principais florestas puras de Quercus de folha caduca na Grécia (G. Mauromatis, Ministério da Agricultura, Departamento de Florestas e Recursos Naturais)

Tipo de solo, topografia e condições climáticas em que os Quercus são criados:

Grécia

Na Grécia as florestas de Quercus encontram-se em condições climáticas do tipo Mediterrâneo, com a maior parte da precipitação a ocorrer no período frio entre Outubro e Março, enquanto que os meses de Verão, de Junho a Agosto não têm praticamente qualquer precipitação. Claro está que existem variações significativas nas condições climáticas em que crescem as florestas de Quercus, e que podem ser distinguidas da seguinte forma:

  • A zona continental do Norte da Grécia incluindo Epirus, Macedónia e Trácia, bem como uma grande parte da Tessália, apresentam um clima que vai mudando gradualmente de caracteristicamente Mediterrâneo para o clima mais frio da Europa Central.
  • A zona marítima Jónica Mediterrânea inclui as regiões costeiras da Grécia ocidental e as ilhas Jónicas.
  • A zona continental Mediterrânea inclui o Sudeste da Grécia (Egeu) até à Tessália e ilhas do Egeu. O clima desta região é semelhante ao Mediterrâneo marítimo, mas com temperaturas mais baixas no Inverno e períodos sem precipitação no Verão, mais longos.

Estas acentuadas diferenças climáticas devem-se à variação da altitude e extensão espacial da Grécia, ao grande número de ilhas e às perturbações atmosféricas que controlam o tempo na Grécia e, em termos mais gerais, às condições da atmosfera sobre o Mediterrâneo oriental. Portanto, o ocidente da Grécia é influenciado por sistemas de baixas pressões no Mediterrâneo ocidental, enquanto a Grécia oriental está sob a influência do anticiclone Siberiano. O total de precipitação nas zonas de floresta de Quercus, varia entre 780 e 1280 mm por ano na parte ocidental da Grécia, reduzindo-se para metade no sector oriental, variando entre 380 e 640 mm por ano.

Em relação à temperatura, existe uma grande variação na zona da floresta de Quercus. A Grécia está entre as isotérmicas de 14.5 ºC e 19.5 ºC. Durante o período frio, a temperatura aumenta à medida que a latitude diminui, enquanto no período quente e especialmente, entre Maio e Agosto, a temperatura aumenta da costa para o interior, particularmente nas áreas planas. No Inverno, as temperaturas mais baixas registam-se no Norte da Grécia alcançando ocasionalmente – 20 ºC, enquanto no Sul e nas ilhas do mar Egeu a temperatura raramente, desce abaixo de 0 ºC. No Verão podem ocorrer temperaturas superiores a 40 ºC nas terras baixas da Grécia continental, em contraste com as ilhas e áreas costeiras onde raramente atingem os 40 ºC, devido à influência de ventos estacionais (Etesian, etos=anual) e locais. Em termos de insolação, algumas regiões gregas encontram-se entre as que registam, no sul da Europa, os valores mais elevados. A costa ocidental do Peloponeso, em conjunto com a costa Jónica e as ilhas do Egeu, têm mais de 3000 horas de sol por ano. As restantes áreas de costa têm cerca de 2500 horas e na área continental este valor desce até cerca de 2300 horas.

Na Grécia as florestas de Quercus existem principalmente, em áreas acidentadas ou montanhosas com vertentes declivosas (geralmente mais de 35%). A Grécia faz parte da Europa Alpina que pode ser dividida em várias zonas fisiográficas baseadas na litologia, e homogeneidade de fases tectónicas. As zonas correspondem a uma sucessão de depressões e cristas submarinas, originalmente formadas no âmbito do geossinclinal Alpino. As zonas geotectónicas têm uma orientação dominante NNO-SSE originada durante a fase orogénica Alpina. As principais zonas geológicas da Grécia são, de Oeste para Este: zona Apúlia, zona pré-Apúlia, zona Jónica, zona Gavrovo-Tripoli, zona Olonos-Pindos, zona Pelagónica, zona de Vardar, zona Servo-Macedónia e a zona de Rhodopi. Este zonamento afectou decisivamente a formação do solo e coberto vegetal.

Os principais tipos de rocha-mãe, onde se encontram as florestas de Quercus são; calcário, margas, ardósia, xisto, conglomerados, flysch, rochas ígneas básicas e ácidas e depósitos aluviais ou coluviais. Nas situações em que a floresta de Quercus se encontra em declives elevados, os solos são extremamente, delgados e pobres, classificados como Litossolos (FAO-UNESCO, 1989), e muito erodidos. Nas terras altas onde os solos estão moderadamente a levemente erodidos, são classificados como Cambissolos, Aluviossolos e Regossolos. Quando as florestas de Quercus se encontram em áreas planas, então os solos são geralmente classificados como Cambissolos, Aluviossolos e Molissolos.

Regimes típicos de gestão:

Grécia

As florestas de Quercus, tal como as de pinheiros, pertencem principalmente ao Estado e são controladas pelo Ministério da Agricultura, Departamento de Florestas e Ambiente Natural. Nas terras privadas, os Quercus são sujeitos à legislação do Ministério da Agricultura. As florestas de Quercus estão submetidas às leis de protecção ambiental, que surgiram pela primeira vez na constituição Grega de 1975. Nesta legislação, o termo “ambiente” é claramente definido, e a responsabilidade pela protecção do ambiente natural assumida pela nação Grega. O Regulamento 24/1975 define claramente, a responsabilidade da nação Grega na protecção dos recursos naturais. O Regulamento 117/1975 define a obrigação de reflorestação de todas as florestas de Quercus que tenham ardido. Além disso, outra legislação foi posteriormente formulada em harmonia com as políticas da União Europeia.

As florestas de Quercus são usadas sobretudo para recreio, caça, pastoreio e produção de madeira. Qualquer tipo de gestão é estritamente fiscalizado pelo Ministério da Agricultura. As florestas de Quercus estão sujeitas a fogos florestais durante o período seco, criando sérios problemas de erosão de solo e inundações nas terras baixas. A erosão do solo em áreas queimadas, torna-se um problema grave de degradação da terra e desertificação. As áreas acidentadas ou montanhosas sob florestas de Quercus têm geralmente solos delgados e qualquer perda de solo reduz significativamente, a produtividade da terra, e o crescimento das árvores é limitado, levando à desertificação.

Algumas medidas de controlo de erosão foram levadas a cabo para controlar as inundações e erosão do solo em áreas sensíveis com florestas de Quercus. As principais estruturas de controlo da erosão, localizadas ao longo das linhas de água, em betão reforçado ou reforçado monolítico incluem, vertedores de queda, colectores, bem como estruturas temporárias feitas com rochas, troncos, mato, fio trançado e outros materiais não duráveis, para dissipar a energia das águas correntes e estabilizar o solo em cortes (cicatrizes) resultantes de deslizamentos. O pastoreio controlado para protecção contra a erosão de solo, é feito nos casos em que a terra é pública.

Referências

  • FAO-UNESCO, 1989. Soil Map of the World, revised legend. World Resources Report 60, FAO. Rome. Reprinted as technical paper 20, ISRIC, Wageningen.
  • Finke, P., Hatwich, R., Dudal, R., Ibanez, J., Jamagne, M., King, D., Montanarella, L., and Yassoglpu, N., 1998. Georeferenced soil data base for Europe, Manual of procedures. European Soil Bureau Scientific Committee. EUR 18092 EN, 170 p
  • Kosmas, C., Kirkby, M. and Geeson, N. 1999. Manual on: Key indicators of desertification and mapping environmentally sensitive areas to desertification. European Commission, Energy, Environment and Sustainable Development, EUR 18882, 87 p.
  • Kosmas, C., Danalatos, N.G, and Gerontidis, St., 2000. The effect of land parameters on vegetation performance and degree of erosion under Mediterranean conditions. Catena, 40:3-17.
  • Kosmas, C., Marathianou, M. Gerontidis, St., Detsis, V., Tsara, M. and Poesen, J., 2001. Parameters affecting water vapor adsorption by the soil under semi-arid climatic conditions. Agricultural Water Management J. 36:157-168.
  • Webster, R. 1977. Quantitative and numerical methods in soil classification and survey. Clarendon Press, Oxford, p. 255.

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