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Uso do solo:
Pinhal
Autor: Constantinos Kosmas
<lsos2kok@aua.gr>
g Indicadores relevantes para
o risco de desertificação devido à erosão sob pinhal
Dos
muitos indicadores na base de dados, os seguintes têm mostrado empiricamente
que desempenham o papel com maior significado na determinação do risco
de desertificação sob Pinhal na ilha Grega de Lesvos.
Nota importante. Conforme
descrito na metodologia, esta ferramenta foi desenvolvida, com base
na análise de regressão múltipla de dados obtidos em trabalho de campo
na ilha Grega de Lesvos. É necessário ter
muito cuidado ao interpretar os resultados, se a ferramenta for utilizada
para outro local. Idealmente, deveria ser recalibrada
para cada nova localização, usando dados locais e seguindo a metodologia
descrita.
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g Exemplo de uma ferramenta para
calcular o risco de desertificação devido à erosão sob Pinhal
g Exemplos fotográficos do risco
de desertificação sob Pinhal
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Área de pinhal na ilha de Lesvos, com solos delgados, formados em rocha ígnea básica
num sector declivoso. A precipitação
anual é de 630
mm e o Índice de Aridez (Bagnouls-Gaussen) maior que 150. Esta área está sujeita
a elevado risco de desertificação
(Índice RD = 6.82). (Foto de C. Kosmas)
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Área de pinhal na ilha de Lesvos, em solos profundos, com declive, formados em rocha
ígnea básica. A precipitação anual é de 630 mm e o Índice de Aridez (Bagnouls-Gaussen) maior
que 150. Esta área está sujeita
a risco moderado de desertificação
(Índice RD = 3.94). (Foto de C. Kosmas)
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Área de pinhal no Peoloponeso
em solos profundos, com declive, formados em depósitos coluviais.
A precipitação anual é de 1100 mm e o Índice de Aridez (Bagnouls-Gaussen) é de
125.Eesta área está sujeita a baixo
risco de desertificação (Índice RD = 2.37). (Foto de C. Kosmas).
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g Informação prévia sobre Pinhais
na Europa Mediterrânea
Extensão dos Pinhais na Europa Mediterrânea:
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Grécia
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Os pinhais cobrem extensas áreas de elevado valor económico
em toda a Grécia. Sete de onze espécies Europeias de pinheiros
crescem naturalmente na Grécia: Pinus
halepensis, Pinus brutia, Pinus nigra, Pinus pinea, Pinus silvestris, Pinus heldricheii e Pinus
peuce. A maior parte da espécies
de pinheiros cresce naturalmente no país, na forma de florestas
mistas ou puras e/ou povoamentos isolados. O Pinus
halepensis e o Pinus
brutia são comuns em baixas altitudes
(0-850 m),
crescendo preferencialmente, em materiais com rocha-mãe
calcário, cobrindo vastas áreas. O Pinus brutia
substitui largamente o Pinus
halepensis no Nordeste do país, e existe um isolamento
especial bem definido, na sua distribuição natural. O Pinus pinea, também
um pinheiro tipicamente Mediterrâneo, encontra-se nas áreas baixas
(0-150
m) frequentemente, em solos
arenosos perto do mar. O seu domínio natural não é certo, visto
que esta espécie tem sido largamente plantada há séculos devido
ao facto das suas sementes serem comestíveis. O Pinus
nigra é um pinheiro sub-Mediterrâneo,
que se encontra frequentemente pela Europa do Sul e se encontra
a altitudes elevadas (600 - 2150 metros).
O Pinus silvestris,
o Pinus
heldricheii e o Pinus
peuce encontram-se sobretudo nas
montanhas, a altitudes superiores a 1100 m.
Os pinhais cobrem 879,510 hectares da Grécia (Skordilis and
Thanos, 1997). As espécies mais largamente
distribuídas são Pinus halepensis, Pinus nigra e Pinus
brutia cobrindo respectivamente 372,000, 282,000 e
196,000 hectares (Figura 1). O Pinus halepensis distribui-se essencialmente, em Attica, Viotia, Korinthos, Evia, Achaia, Zakynthos, Kefalinia, Egina, e Skopelos. O Pinus
nigra encontra-se
principalmente em Epirus, Tessália, Creta, regiões de Athos
e Etolia, montanhas de Olympus,
Timfristos, Pindos,
Iti, Parnassus, Tayetus, e Xelmos. O Pinus brutia está sobretudo distribuído em Creta e nas
ilhas do Egeu. O Pinus
pinea cobre
cerca de 200 hectares
e encontra-se principalmente em Attica,
Peloponeso, Zakynthos, Kefalinia,
Ios e Nachos, Ilhas de Evia e Corfu. O Pinus silvestris cobre uma área de 21,000 hectares e distribui-se fundamentalmente pelas montanhas da Macedónia.

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Tipo de solo, topografia e condições climáticas em que
crescem Pinhais:
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Grécia
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Os pinhais na Grécia encontram-se em condições climáticas
do tipo Mediterrâneo, onde a maior parte da precipitação ocorre
no período frio Outubro – Março, mas os meses de Verão Junho
– Agosto, não têm praticamente precipitação. Naturalmente,
que existem variações significativas nas condições climáticas
em que os pinheiros crescem, mas as zonas principais são as seguintes:
- A zona climática alpina, montanhosa. Esta zona inclui a cordilheiras
de Pindos, que apresenta uma direcção
NNO-SSE, separando o país em duas partes com características
climáticas diferentes, especialmente em termos de precipitação.
- A zona continental do Norte da Grécia incluindo Epirus, Macedónia e Trácia, bem como uma grande parte
da Tessália, apresentam um clima que
vai mudando gradualmente de caracteristicamente Mediterrâneo
para o clima mais frio da Europa Central.
- A zona marítima Jónica Mediterrânea inclui as regiões costeiras da
Grécia ocidental e as ilhas Jónicas.
- A zona continental Mediterrânea inclui o Sudeste da Grécia (Egeu)
até à Tessália e ilhas do Egeu. O
clima desta região é semelhante ao Mediterrâneo marítimo, mas
com temperaturas mais baixas no Inverno e períodos sem precipitação
no Verão, que são mais longos.
Estas grandes diferenças climaticas
devem-se à variação da altitude, à extensão espacial da Grécia,
ao grande número de ilhas e às perturbações atmosféricas que controlam
o tempo e, em termos mais gerais, à atmosfera sobre o Mediterrâneo
oriental. Portanto, o ocidente da Grécia é influenciado por sistemas
de baixas pressões no Mediterrâneo ocidental, enquanto a Grécia
oriental está sob a influência do anticiclone Siberiano. O total
de precipitação nas zonas de pinhal varia entre 780 e 1280
mm por ano na parte ocidental
da Grécia, reduzindo-se para metade na porção oriental, variando
entre 380 e 640
mm por ano.
Em relação à temperatura, existe uma grande variação
na zona do Pinhal. A Grécia está entre as isotérmicas de 14.5
ºC e 19.5 ºC. Durante os períodos frios, a temperatura aumenta
à medida que a latitude diminui, enquanto no período quente e
especialmente, entre Maio e Agosto, a temperatura aumenta da costa
para o interior, particularmente nas áreas planas. No Inverno,
as temperaturas mais baixas registam-se no Norte da Grécia alcançando
ocasionalmente – 20 ºC, enquanto que no Sul e nas ilhas
do mar Egeu a temperatura raramente desce abaixo de 0 ºC. No Verão
podem ocorrer temperaturas superiores a 40 ºC, nas terras baixas
da Grécia continental, em contraste com as ilhas e áreas costeiras
onde raramente atingem os 40 ºC devido aos ventos estacionais
e locais. Em termos de período de insolação, algumas regiões gregas
encontram-se entre as que registam os maiores valores no Sul da
Europa. A costa ocidental do Peloponeso, em conjunto com a costa
Jónica e as ilhas do Egeu têm mais de 3000 horas de sol por ano.
As restantes costas tem cerca de 2500 horas e na área continental
este valor desce até cerca de 2300 horas.
Na Grécia os pinhais existem principalmente em áreas
acidentadas ou montanhosas com vertentes declivosas
(geralmente mais de 35%). A Grécia faz parte da Europa Alpina
que pode ser dividida em várias zonas fisiográficas
baseadas na litologia, e homogeneidade
de fases tectónicas. As zonas correspondem, a uma sucessão de
depressões e cristas submarinas, originalmente formadas no geossinclinal
alpino. As zonas geotectónicas têm uma orientação dominante NNO-SSE,
originada durante a fase orogénica Alpina. As principais zonas
geológicas da Grécia são, de Oeste para Este: zona Apúlia, zona
pré-Apúlia, zona Jónica, zona Gavrovo-Tripoli,
zona Olonos-Pindos, zona Pelagónica,
zona de Vardar, zona Servo-Macedónia
e a zona de Rhodopi. Este zonamento
afectou grandemente a formação do solo e o coberto vegetal.
Os principais tipos de rocha-mãe
em que os pinhais se encontram são calcário, margas,
ardósia, xisto, conglomerados, flysch,
rochas ígneas básicas e ácidas e depósitos aluviais ou coluviais.
Onde o pinhal se encontra em declives elevados, os solos são extremamente
erodidos, delgados e pobres, classificados como Litossolos (FAO-UNESCO, 1989). Nas terras altas onde os
solos estão moderadamente a levemente erodidos,
são classificados como Cambissolos,
Aluviossolos e Regossolos. Quando
os pinhais se encontram em áreas planas, então os solos são geralmente
classificados como Cambissolos, Aluviossolos e Molissolos.
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Regimes
típicos de gestão:
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Grécia
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Os pinhais pertencem principalmente ao Estado e são
controladas pelo Ministério da Agricultura, Departamento de Florestas
e Ambiente Natural. Nas terras privadas, os pinhais estão dependentes
da legislação do Ministério da Agricultura. Os pinhais estão sujeitos
a leis para protecção ambiental, estas surgiram pela primeira
vez na constituição Grega de 1975. Nesta legislação, o termo “ambiente”
é claramente definido e a responsabilidade pela protecção do ambiente
natural atribuída à nação Grega. O Regulamento 24/1975 define
de forma clara a responsabilidade da nação Grega na protecção
dos recursos naturais. O Regulamento 117/1975 define a obrigação
de reflorestação de todos os pinhais que tenham ardido. Além disso,
outra legislação foi posteriormente estabelecida em harmonia com
as políticas da União Europeia.
Os pinhais são usados sobretudo para recreio, caça,
pastoreio e produção de madeira. Qualquer tipo de gestão é estritamente
controlado pelo Ministério da Agricultura. Os pinhais estão sujeitos
a fogos florestais durante o período seco, criando sérios problemas
de erosão de solo e inundações nas terras baixas. A erosão do
solo em áreas queimadas torna-se um problema grave de degradação
da terra e de desertificação. As áreas acidentadas ou montanhosas
sob pinhal têm geralmente, solos delgados e qualquer perda de
solo reduz significativamente a produtividade da terra, e o crescimento
das árvores é reduzido, levando à desertificação.
Algumas medidas de controlo de erosão foram levadas
a cabo para controlar as inundações e erosão do solo em áreas
sensíveis com pinhais. As estruturas principais de controlo da
erosão ao longo das linhas de água, em betão reforçado ou reforçado
monolítico, incluem vertedores de queda, bacias de recepção, bem
como estruturas temporárias feitas com rochas, troncos, mato,
fio trançado e outros materiais não duráveis para dissipar a energia
das águas correntes e estabilizar o solo em cortes (cicatrizes),
resultantes de deslizamentos.
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Referências
- FAO-UNESCO, 1989. Soil
Map of the World, revised legend. World Resources Report 60, FAO.
Rome. Reprinted as technical paper 20, ISRIC, Wageningen.
- Skordilis, A and Thanos C.A. 1997. Comparative Ecophysiology
of seed germination strategies in the seven pine species naturally
growing in Greece. In: Basic and applied aspects in seed biology,
R. H. Eliss, M. Black, A. J. Mordoch,
and T. D. Hong (eds). Klower
Academic Press, Dordrecht, printed in Great
Britain, 623-624 pp.
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