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Sistema de Indicadores de Desertificação para a Europa Mediterrânea


Indicadores e PANs

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Grécia
Autor: Nichola Geeson <desertlinks@medalus.demon.co.uk>


O relatório da Grécia preparado para UNCCP COP 6, no documento Repères et Indicateurs [1], fornece informação compreensiva, sobre a aplicação e uso frequente de valores de referência e indicadores na Grécia. O Comité Nacional para Combate á Desertificação Grego e a Universidade de Agricultura de Atenas, desenvolveram recentemente, sistemas para cartografar a pequena e grande escala as áreas sensíveis à desertificação e, produziram os respectivos mapas. Os sistemas são empíricos e foram incorporados no Plano Nacional de Acção Contra Desertificação.



Objectivos

Acções Propostas

Indicadores utilizados

1. Determinação das áreas ameaçadas e a sua extensão.
2. Estimar a eficácia das políticas aplicadas e das medidas tomadas.
3. Aplicação e uso mais eficaz das estruturas e instituições existentes.
4. Elaboração de medidas políticas, institucionais, económicas, sociais e técnicas adicionais e propostas sobre os mecanismos necessários para a sua especificação e implementação.
5. Formulação de uma estratégia nacional para prevenir e mitigar desertificação, e promover uso de terra e água sustentável, e proteger a biodiversidade, minimizando conflitos sociais sobre uso de terra.
6. Promover a consciência pública e o encorajamento na participação activa de populações afectadas e das suas agências locais para a formulação e implementação de medidas locais e especializadas.
7. Selecção e formulação de prioridades e acções-piloto.
8. Reabilitação demográfica e socio-económica de áreas a lidar com a desertificação.
9. Estabelecimento de uma rede para diagnósticos e avisos precoces
10. Cooperação com os respectivos Programas Nacionais de outros países e ligação com as correspondentes redes internacionais.

1. Códigos de boas práticas agrícola.
2. Subsídios para agricultura sustentável ou biológica.
3. Recuperação e reconstrução de terraços.
4. Redução da poluição de águas subterrâneas.
5. Regulação da criação de gado para evitar sobrepastoreio.
6. Clarificação da propriedade de terras de floresta.
7. Melhor gestão de floresta, para reduzir danos de incêndios, etc.                     8. Medidas legais e institucionais para gestão sustentável do recurso água.
9. Reparação e renovação de redes de irrigação.
10. Mais barragens para armazenar água e combater a seca.

1. As unidades de solo do mapa de solo da Europa ESB de escala 1:1,000, 000.
2. Declives
3. Zona Bioclimática.
4. Intensidade de irrigação, intrusão de água salgada.

Fonte: [2]

Fonte: [3]

Fonte: [4], [5]

Um mapa de vulnerabilidade á desertificação á escala de 1:1 000 000 foi compilado com base nos princípios e indicadores propostos por Yassoglou (1995) [8] e de CORINE (1992) [9].

Os indicadores usados para a definição da sensibilidade das unidades cartografadas, foram derivados de:

  • As unidades de solo do Mapa de solos da Europa ESB 1:1 000 000. As unidades cartografadas na Grécia são características, pelas sequências de erosão em cada de cada solo, em cada formação geológica, zona climática e coberto vegetal. Portanto, as unidades de solo são indicativas da extensão na qual a erosão tomou lugar, do risco de erosão, da profundidade de solo e do risco de seca do solo. Os dados em tabelas, sobre a composição da unidade de solo cartografadas e a erodibilidade dos solos, são derivados de dados georeferênciados, do Mapa de Solo da Europa ESB.
  • O declive das vertentes tal como é determinado pelo projecto CORINE (1992) e nos dados do mapa ESB 1:1 000 000 de solos da Europa, foi usado para determinar o potencial risco de erosão nas unidades de solos cartografadas.
  • A zona bioclimatica classificada de acordo com o índice bioclimático de Bagnouls-Gaussen (BGI) para cada unidade de solo cartografada, foi derivado do Mapa Bioclimático da Grécia. A aridez de cada unidade, foi derivada deste mapa e este foi usado para estimar seca de solo, salinidade e potencial de resistência do coberto vegetal danificado.
  • A informação sobre irrigação irracional e intrusão de água salgada do mar em aquíferos costeiros foi derivada de trabalhos de irrigação e do mapa de intrusão de água do mar (Ministério da Agricultura). Os dados foram usados, conjuntamente, com os dados da distância em relação ao mar, servindo para calcular um segundo risco de salinização dos solos irrigados.

Descrições completas destes indicadores são dadas em “Repères et Indicateurs” [10]. Os indicadores foram usados como camadas, para delinear as unidades cartografadas, no mapa de risco potencial de desertificação na Grécia á escala de 1:1 000 000 num ambiente ARCINFO.

As unidades definidas correspondem aos dois principais processos e são as seguintes:

  • Baixo risco, devido à erosão do solo e aridez bioclimática
  • Risco Médio, devido à erosão do solo e aridez bioclimática
  • Alto risco, devido à erosão do solo e aridez bioclimática
  • Risco de salinização, devido a irrigação irracional, aridez bioclimática e proximidade ao mar

Outras escalas. Um sistema desenvolvido sob os auspícios do projecto MEDALUS III [11] foi usado para elaborar o mapa de áreas sensíveis à desertificação da ilha de Lesbos á escala de 1:50 000. Quinze indicadores simples são combinados para dar uma avaliação quantitativa da sensibilidade à desertificação.

Colaboração com programas de pesquisa. O comité Nacional Grego de combate à Desertificação (GNCCD) colaborou com os projectos de pesquisa da Comissão Europeia DESERTLINKS e MEDACTION, no desenvolvimento de indicadores de desertificação. Uma lista de cerca de 48 indicadores candidatos foi descrita e analisada de maneira a definir e cartografar (a) o presente estado de desertificação e (b) o risco de desertificação. Os indicadores são depois divididos em duas extensas categorias: regional e local. São usados Indicadores regionais para definir o risco de desertificação de grandes áreas a pequena escala (> 1:100 000) e indicadores locais para definir risco de desertificação a grande escala (< 50 000). A lista dos indicadores candidatos, foi estudada em detalhe com base nas condições de campo e em colaboração com os agentes e decisores. A tabela seguinte apresenta os indicadores de relevância para condições Gregas, que podem ser usados para cartografar as ESAs (Environmental Sensitive Áreas),à desertificação e definir risco de desertificação.

Categorias de indicadores para a Grécia

CATEGORIA DE INDICADOR

IMPACTOS

FISICO-AMBIENTAIS

GESTÃO

SOCIAIS

ECONÓMICOS

Frequência de cheias

Precipitação

Pastoreio animal

Propriedade

Perda de produção de plantas

Taxa de sedimentação de barragens

Índice xerotérmico

Pastoreio controlado

Idade de agricultores

Perda de rendimento de agricultores

Taxa de salinização de terras

Textura do solo

Aplicação de política

Número de parcelas

 

Taxa de abandono de terras

Rocha Mãe

Intensidade de uso de terra

Taxa de migração

 

 

Fragmentos de rocha

Agua disponível

 

 

 

Profundidade de solo

Profundidade de lavoura

 

 

 

Drenagem

Armazenamento de águas de escoamento

 

 

 

Declive da vertente

Operações de lavoura

 

 

 

Exposição das vertentes

Direcção de lavoura

 

 

 

Tipo de vegetação

Agricultura sustentável

 

 

 

Coberto vegetal

Período de uso da terra

 

 

 

Tipo de uso de terra prévio

Controlo de erosão

 

 

 

Zona bioclimática

Irrigação irracional

 

 

 

Unidade de solo

 

 

 

References

[1] Repères et indicateurs. UNCCD, CST, May 2003. ICCDCOP(6)CST5.pdf
[2] p3 Greek National Action Plan for Combating Desertification, Athens Jan. 2001. www.unccd.int/actionprogrammes/northmed/national/2001/greece-eng.pdf
[3] p24 2nd National Report of Greece on the implemenation of the UNCCD. http://unccd.int/cop/reports/northmed/national/2002/greece-eng.pdf
[4] p 13 Second National Report of Greece on the implemenation of the UNCCD, 2002 http://unccd.int/cop/reports/northmed/national/2002/greece-eng.pdf
[5] p12 Repères et indicateurs. UNCCD, CST, May 2003. ICCDCOP(6)CST5.pdf
[6] Full reference not available
[7] Full reference not available
[8] Yassoglou, N. 1995. Land and Desertification, In Fantechi, R., Peter, D. Balabanis, P. and Rubio, J.L. eds. Desertification in the a European context. Physical and socio-economic aspects. Europeans Commission EUR 15415 EN.
[9] CORINE 1992 Soil erosion risk and important land resources. European Commission, EUR 13233 EN.
[10] pp 19 to 28 Repères et indicateurs. UNCCD, CST, May 2003. ICCDCOP(6)CST5.pdf
[11] Kosmas C, Kirkby M and Geeson N, 1999. The MEDALUS project. Mediterranean Desertification and Land Use. Manual on key indicators of desertification and mapping environmentally sensitive areas to desertification. European Commission, Brussels.

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