DIS4ME Página DIS4ME | Página DESERTLINKS | © DESERTLINKS 2004
English-EN | Español-ES | Italiano-I | Ελληνικά-GR | Portuguese-PT
Sistema de Indicadores de Desertificação para a Europa Mediterrânea


Indicadores e PANs

Voltar à Introdução

 


Espanha
Autor: Leopoldo Rojo Serrano <lrojo@mma.es>


A dramática erosão em terraços que foram abandonados, Cieza, Espanha (foto por F. López-Bermúdez)

O Ministério do Meio Ambiente, o Ponto Focal do Comité Nacional do Combate à Desertificação em Espanha define aqui o método aplicado para obter uma primeira determinação das áreas afectadas pela desertificação no território espanhol. Então o processo é descrito como um sistema de indicadores de desertificação que foi desenvolvido para Espanha.

g

Objectivos do Programa de Acção Nacional

g

Identificação de áreas afectadas por desertificação em Espanha

g

Desenvolvimento de um sistema de indicadores de desertificação para Espanha

 

g

Informação base

 

g

Propósito e amplitude de um sistema indicador

 

g

A abordagem

 

g

Pré-requisitos como limite às necessidades do sistema de indicadores


g Objectivos do Programa de Acção Nacional

Objectivos

Acções Propostas

Indicadores Usados

1. Contribuir para o desenvolvimento sustentável das áreas áridas, semi-áridas e sub-húmidas, mitigando e diminuindo a degradação, reabilitando parte da terra degradada e recuperando a terra já desertificada.

2. Identificação dos principais factores e mecanismos, responsáveis pela desertificação em Espanha, e a definição de medidas práticas para combate à.
3.Integrar nas Políticas Nacionais o Desenvolvimento Sustentável.
4.Promover a Co-coordenação institucional, e o desenvolvimento e elaboração das políticas necessárias nos vários sectores, orientadas para os planos de acção.
5.Definição do papel dos Programas, como catalisador das medidas de controlo relacionadas com.
6. Promoção do processo de participação de todos os sectores da sociedade envolvidos.

1. Fomentar práticas agrícolas sustentáveis para a conservação do solo.
2. Gestão da criação de gado nas áreas áridas e semi-áridas.
3. Fomentar uma gestão sustentável da floresta.
4. Gestão das bacias e recuperação de áreas degradadas em condições semi-áridas.
5. Prevenção e combate a incêndios florestais.
6. Gestão sustentável dos recursos hídricos, particularmente, com medidas orientadas para a eficiência e salvaguarda, bem como a prevenção e mitigação da sobre-exploração e salinização do solo.
7. Diagnóstico e monitorização da desertificação.
8. Análise e difusão dos resultados de programas I+D+I, em desertificação. Incentivo de Projectos e Pesquisa.
9.Incorporação dos sectores sociais afectados pelo desenvolvimento do PAN.
10. Projectos demonstrativos sobre recuperação e gestão sustentável.

1. Índice de Aridez.
2. Índice de perda de Solo (USLE).
3. Percentagem da superfície acumulada, da área afectada pelo fogo ao longo de um período de 10 anos.
4. Danos causados à floresta por seca.
5. Existência de aquíferos sobre-explorados.

Fonte: Documento de trabalho do Programa de Acção Nacional de Combate a Desertificação Espanhol 2003..

Fonte: Documento de trabalho do Programa de Acção Nacional de Combate a Desertificação Espanhol 2003..

Fonte: Workshop do DISMED técnica sobre necessidades de informação do NAP. Relatório NCB Espanhol DISMED-Florene-spain-ncb.rtf

5 topo

g Identificação de áreas afectadas por desertificação em Espanha

O objectivo é identificar áreas físicas e socio-económicas que estão afectadas, nas quais se deve centralizar as acções para combate à desertificação.

Como uma primeira abordagem, foi aplicado um modelo simples baseado na caracterização de sub-bacias hidrográficas, prestando-se atenção a indicadores que reflectem a intensidade com que os factores e processos determinam a desertificação que ocorre. Usando este modelo foi produzido um mapa de sub-bacias que mostra o grau em que estão afectadas.

Unidades de trabalho territoriais. Espanha foi dividida em 340 sub-bacias hidrográficas, a vantagem é que esta unidade de trabalho foi também utilizada como unidade fisico-biológica e socio-económica-política para o planeamento e ordenamento dos recursos naturais. Para cada sub-bacia foi determinada a intensidade de quatro factores que determinam desertificação. Estes eram aridez, erosão, fogo e uso não sustentável de recursos hídricos, especialmente a sobre-exploração de aquíferos. A combinação destes quatro factores dá uma primeira aproximação de como está afectada cada sub bacia pela desertificação.

Aridez. De acordo com a definição de desertificação pelo UNCCD, foram caracterizadas as sub-bacias incluídas nas áreas áridas, semi-áridas e secas sub-húmidas. Estas são aquelas onde o ratio entre precipitação anual e evapotranspiração potencial está entre 0.05 e 0.65. No contexto da Convenção é considerado que, devido as suas condições climáticas, as zonas húmidas e sub-húmidas, não são afectadas pela desertificação.

Estado erosivo. Para toda a Espanha, existem mapas mostrando o grau de erosão. Nestes mapas a média de perda de solo, está expressa em t/ha/ano, e foi obtida para cada sub-bacia.

Intensidade de Fogo. Para caracterizar os fogos florestais em cada sub-bacia. Foi elaborado um mapa de intensidade de fogo, com base na medida como a percentagem de superfície acumulada afectada por fogo num período de 10 anos. A Intensidade foi classificada em quatro grupos de acordo com as seguintes escalas de valores> 25%, 10-25%, 1-10%, <1%.

Sobre-exploração de aquíferos. Finalmente, no que diz respeito ao uso não sustentável da água, o estado de exploração de aquíferos foi usado como indicador (fonte Libro Blance de las Aguas Subterráneas) classificado de acordo com a seguinte escala de valores (onde E é extracção de água subterrânea e R é recarga por infiltração): E>R; R>E>0.8R; problemas de sobre-exploração locais; nenhuns problemas.

Factores combinados. Para cada sub-bacia foram combinados os quatro factores, de maneira a obter um mapa, com uma primeira aproximação ao grau de desertificação. Valores numéricos foram atribuídos a cada classe, tal como se apresenta na tabela. Pode-se observar que foi dado um maior peso à erosão, que engloba vários factores como erosividade da chuva, declive da vertente, tipo e densidade de coberto vegetal e a susceptibilidade da rocha mãe à erosão. Também, foi considerado, que aridez tem um peso maior que a intensidade de fogo e a sobre-exploração de aquíferos.

Grau em que cada área está afectada. A soma de cada um dos valores numéricos, que caracteriza cada sub-bacia consta da tabela,os valores foram agrupados em quatro categorias, muito alta, alta, média e baixa.

Mapa das sub-bacias afectadas por desertificação. Este é o mapa que combina a informação, para os quatro factores e que mostra as sub-bacias que foram mais afectadas pela desertificação.

 

Número de sub-bacias afectadas por desertificação. Com base na aplicação deste modelo, observa-se que 31.49% do território espanhol, se encontra nas classes de muito alta e alta, em termo de grau de fenómeno. Tal indica a magnitude do problema, com que temos de nos confrontar.

5 topo

g Desenvolvimento de um sistema de indicadores de desertificação para Espanha

g Informação base

Potencialidades de um indicador: UNCCD

  • Determinação e cartografia da desertificação
  • Identificação das causas da desertificação
  • Determinação do impacto
  • Justificação das medidas de mitigação
  • Monitorização da eficiência das medidas de desertificação

Potencialidades de um indicador: PAN Espanhol

  • Identificação de áreas sensíveis e afectadas
  • Monitorização da eficiência de medidas de prevenção e mitigação

Existência de diversas aproximações a indicadores ambientais:

  • OECD
  • CSD
  • EEA
  • Ministério Espanhol do Ambiente (Sistema Espanhol de Indicadores Ambientais)
  • inter alia

5 topo

g Propósito e amplitude

Identificar e aplicar um conjunto de indicadores, para ir ao encontro das NECESSIDADES REAIS a nível nacional e internacional, de maneira a ser integrado no existente Sistema Espanhol de Indicadores Ambientais.

As contribuições existentes são numerosas e relevantes. Melhor do que contribuir mais indicadores é beneficiar dos existentes. A abordagem escolhida foi a de recolher, seleccionar e sistematizar, os indicadores já existentes aplicáveis à desertificação ou a sectores relacionados (desenvolvimento sustentável, agricultura integrada, florestas sustentáveis, gestão da água). O objectivo está direccionado para a actividade espanhola biofísica, social e económica.

O objectivo final é providenciar aos utilizadores interessados aos diferentes níveis (nacional, sub-nacional e local), uma caixa de ferramentas que permita o uso flexível dos dados disponíveis, de maneira a serem adaptáveis às suas necessidades.

5 topo

g A abordagem

Recolha de informação para descrever o estado da arte

Fontes internacionais – organizações

  • Comissão das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável: indicadores de desenvolvimento sustentável.
  • Comissão Mediterrânea de Desenvolvimento Sustentável: indicadores para o Desenvolvimento Sustentável no Mediterrâneo.
  • Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OECD): Indicadores Ambientais.
  • EEA (Agencia Ambiental Europeia): Indicadores Ambientais.
  • Eurostat. Statistical Office of the European Communities: Indicadores de pressão.
  • Comissão Europeia: indicadores ambientais.
  • EEA (Agencia Ambiental Europeia): Indicadores de solo.
  • Comissão Europeia: Indicadores Agro-ambientais.
  • Organização para Cooperação E Desenvolvimento Económico (OECD): Indicadores Agro-ambientais.
  • FAO/PNUD/PNUMA/World Bank: Iniciativa para indicadores de Qualidade da Terra.
  • UNCCD: Comissão das Nações Unidas para Combate á Desertificação.

Fontes internacionais - projectos

  • MEDALUS: Trabalhos de pesquisa sobre desertificação no Sul da Europa.
  • MEDRAP: Trabalhos e levantamentos de campo para suporte aos RAP.
  • DISMED: Sistema de informação para suportar os PANs nos países Mediterrâneos.
  • DESERTLINKS: Indicadores de desertificação para a Europa Mediterrânea.
  • LADA: Indicadores de degradação de terra.

Fontes Nacionais

  • CRITÉRIOS E INDICADORES PANEUROPEOS PARA UNA GESTIÓN SOSTENIBLE DE LOS BOSQUES: Desarrollo en España en el Inventario Forestal Nacional y en el marco del Plan Forestal Español.
  • ESTRATEGIA ESPAÑOLA DE DESARROLLO SOSTENIBLE: Indicadores de sostenibilidad.
  • SISTEMA ESPAÑOL DE INDICADORES AMBIENTALES: Tronco Nacional de Indicadores Ambientales.
  • PLAN NACIONAL DE REGADÍOS (PNR): Indicadores agro-ambientales para el Plan de Vigilancia Ambiental del PNR.

Selecção e sistematização de Indicadores

Definição previa de conceitos fundamentais – indicador, parâmetro, índice

Características de classificação: i) Agrupamento de acordo com o conceito indicado, ii) critérios múltiplos de classificação – tal fornece um conjunto de indicadores com multifuncionalidade, consistente com a caixa de ferramentas e com uma abordagem em sistema aberto.

Os indicadores seleccionados foram classificados em grupos de acordo com a sua

  • Similaridade funcional;
  • Natureza biológica, económica, social ou institucional;

A sua posição na

  • D, P, S, I, R programa
  • Programa sectorial (agricultura, floresta, recursos hídricos)
  • Programas de ecossistemas (agua, solo, biótico);

A sua referência espacial

  • Nacional, regional, local;

certas unidades de terra ecológica ou paisagens de desertificação, relacionadas com o Programa de Acção Nacional

Culturas lenhosas afectadas por erosão

Terra irrigada

Culturas de sequeiro extensivas afectadas por erosão

Terra abandonada degradada matos

Terras de sobrepastoreio

e outra informação incluindo

  • Tipologia do indicador (ambiental, pan europeu, solo, sustentabilidade, etc.)
  • Organização/projecto fonte do indicador
  • Dimensões do indicador, se existentes (ex. cm, percentagem)
  • Se existe ou não uma folha de factos ou descrição do indicador existe.

A partir das descrições de indicadores existentes, foram descritos os indicadores relacionados com cada conceito. A metodologia básica é a seguinte: das previamente recolhidas folhas de factos, são seleccionados os dados relevantes e a informação de acordo com a situação e necessidades nacionais espanholas. O resultado é uma colecção de “novas folhas de factos” estruturadas, não por indicadores singulares, mas pelo conceito geral.

Estas novas folhas de factos estão divididas em três partes. (1) Conceito: o conceito é definido e é dada uma explicação concisa da sua relevância em relação à desertificação. (2) Indicadores: cada indicador, que é parte de um grupo, é explicado brevemente, e são dadas as outras fontes de informação. (3) Interpretação e avaliação dos dados: os dados e as necessidades identificadas, são avaliados e interpretados.

Exemplos de aplicação a diferentes escalas

As características do sistema são:

  • Caixa de ferramentas
  • Feito à medida
  • Multifuncional
  • Aberto/adaptável a cada caso e condição

Exemplos de aplicação estão disponíveis a estas escalas

  • Nacional
  • Sub-nacional (Guadalentin)
  • Local/propriedade/projecto

5 topo

g Pré-requisitos como limite às necessidades do sistema de indicadores

Selecção e filtragem de indicadores de acordo com o seu

  • Valor informativo conceptual
  • Valor informativo
  • Disponibilidade (homogeneidade)
  • Inter-relações

Metodologia para compreensão e exploração

  • Simples
  • Intuitiva
  • Baseada conceptualmente

Consistência

  • Objectivos (necessidades)
  • Temas
  • Complexidade
  • Escala

Desertificação é um fenómeno dinâmico. Portanto devem ser usados dados de dois períodos de tempo diferentes. Alterações nos dados ao longo do tempo irão mostrar, como as paisagens desertificadas evoluíram. O diagrama seguinte mostra um esquema teórico de indicadores dinâmicos de desertificação.

5 topo