DIS4ME Página DIS4ME | Página DESERTLINKS | © DESERTLINKS 2004
English-EN | Español-ES | Italiano-I | Ελληνικά-GR | Portuguese-PT
Sistema de Indicadores de Desertificação para a Europa Mediterrânea

Exemplos de uso

Voltar à Introdução

 


Teste ao uso do DIS4ME em Creta
Autores: C. Kosmas <lsos2kok@aua.gr>, N. Moustakas, J. Metzidakis, G. Papathanasiou, D. Kosma, M. Tsara, e X. Sergedani

A faixa de olivais de Chania (Creta) foi seleccionada como área piloto pelo Ponto Focal Local do Comité Grego de Combate à Desertificação. O trabalho foi conduzido em colaboração com o projecto de investigação da UE OLIVERO -  O Futuro dos Sistemas de Plantação de Oliveiras em Áreas Declivosas e Montanhosas – Cenários para Produção e Conservação de Recursos Naturais (The Future of Olive Plantation Systems on Sloping and Mountainous Land; Scenarios for Production and Natural Resource Conservation. Quality of Life and Management of Living Resources, Key Actions n0: 5.1 and 5.5, Project No: QLK5-CT-2002-01841).Todos os dados necessários para a aplicação do DIS4ME foram recolhidos pela Universidade Agrícola de Atenas em colaboração com o Instituto de Plantas Subtropicais e Oliveiras de Chania. O trabalho foi parcialmente financiado tanto pelo projecto OLIVERO, como pelo projecto DESERTLINKS.


g

Área piloto e metodologia

g

Relevância sócio-económica e implicações políticas

g

Discussão e conclusões


g Área piloto e metodologia

A área localiza-se em Creta ocidental, na parte Sudoeste da prefeitura de Chania, cobrindo uma área de 60 657 hectares. É caracterizada por um variedade de paisagens, unidades litológicas e condições climáticas.

  • A área piloto está principalmente coberta de olivais, mas também vinhas, limoais, culturas anuais, nogueiras, e vegetação natural (arbustos, pinhal e floresta de Quercus);
  • Os solos são formados de uma variedade de rochas mãe, tais como calcário, ardósia, margas, conglomerados e depósitos aluviais;
  • Os declives das vertentes vão de suaves (2-6%) a muito declivosos (> 35%) com a classe dominante, maior que 18%;
  • A profundidade do solo varia entre delgado (< 30cm) a muito profundo (> 150 cm). Solos formados em margas, conglomerados e depósitos aluviais são relativamente profundos (> 75cm), enquanto os solos formados em ardósia e calcário são delgados a moderadamente profundos (15-120 cm);
  • Ocorre um gradiente na precipitação através da área, com os valores médios anuais a variar entre 665 mm na terra baixa (parte Norte) a 1 100 mm nas montanhas mais altas (parte Sul). A temperatura média do ar é de 18.9 ºC.

Vegetação – A vegetação foi cartografada com base na espécie dominante, tal como oliveiras, vinha, limoeiros, anuais, arbustos (e.g. Quercus sp, Erica sp, Pistacia sp.), pinheiros, Quercus de folha sempre verde, castanheiros (Castanea sativa) e terra descoberta. A percentagem de cobertura para cada tipo de vegetação foi definida em classes, por orto-foto-interpretação aérea e trabalho de campo à escala de 1:30,000. As seguintes classes foram usadas: <25%, 25-50%, 50-75% e> 75. Em cada unidade cartografada havia geralmente mais do que uma das espécies dominantes mencionadas anteriormente. Portanto, o tipo de vegetação e percentagem de cobertura foram incluídos no mapa da vegetação.

Os limites de cada unidade cartografada foram desenhados na fotografia aérea e o tipo de vegetação e percentagem de coberto foram identificados (a) usando o software de análise de imagem do ERDAS e os dados de terreno recolhidos num levantamento de campo em que 335 locais foram descritos. Depois, os dados foram introduzidos em ArcGIS (Versão 8.3) para análise das várias unidades cartografadas da área e compilação do mapa final da vegetação.

Vegetação da área de estudo em Chania, Creta

Cartografia de solos. Os parâmetros de solo usados para aplicar o DIS4ME foram cartografados à escala 1:50.000:

  • Textura do solo e horizonte superficial;
  • Condições de drenagem;
  • Presença de fragmentos rochosos;
  • Profundidade à rocha mãe;
  • Direcção e grau de desenvolvimento do solo;
  • Declive da vertente;
  • Exposição da vertente;
  • Erosão da superfície do solo;
  • E rocha mãe.

Estes parâmetros, foram estudados numa densa rede de 1 811 observações de campo e foram registadas em cada unidade cartografada. Os limites das unidades cartografadas foram desenhados em fotografia aérea fornecida pelo Serviço Geográfico da Exército Grego.

Parte do mapa de solos da área mostrando as unidades cartografadas com os símbolos cartográficos correspondentes (as cores correspondem à mesma rocha mãe.)

As classes de textura do solo foram definidas de acordo com o sistema do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) (Soil Survey Staff, 1975), e agrupados nas seguintes classes de textura: muito grosseiro (S, LS), grosseiro (SL), médio (L, SiL, Si), moderadamente fino (SCL, CL, SiCL) e fino (SC, C, SiC). A rocha mãe foi definida de acordo com o mapa geológico da área (escala 1;50 000) fornecido pelo Instituto Nacional Grego de Geologia e Exploração Mineral (IGME). Os principais tipos de rocha mãe cartografados na área de estudo são margas, ardósia, calcários, conglomerados e depósitos aluviais. A profundidade do solo até à rocha mãe foi medida em cortes ou furos de sondagem. Foram usadas as seguintes classes: muito delgado (0-15 cm), delgado (15-30 cm), moderadamente delgado (30-60 cm), moderadamente profundo (60-100 cm), profundo (100-150 cm) e muito profundo (> 150 cm). O declive das vertentes foi descrito usando mapas topográficos. Os solos foram classificados de acordo com a taxonomia de solos (Soil Survey Staff, 1975) em três grandes categorias (Ordens de Solos), viz. Entisolos, Inceptisolos e Alfisolos.

O grau de erosão foi avaliado qualitativamente e semi-quantitativamente durante o levantamento dos solos. Em todas as unidades cartografadas foi caracterizado, de acordo com: (a) a presença ou ausência de horizonte A; (b) a existência e percentagem de áreas erodidas; (c) o grau de exposição da rocha mãe na superfície do solo; e (d) à presença de ravinas de erosão, conforme o seguinte:

Símbolo

Classe de Erosão

Descrição

0

Não

Não estão presentes traços de erosão.

1

Ligeira

Partes do horizonte A foram erodidas, de forma que geralmente menos de 20% do horizonte A original mostra manchas espalhadas de erosão corrente.

2

Moderada

Solos que apresentam um padrão intricado de manchas de erosão corrente, variando de 20 a 50% do horizonte A original.

3

Severa

Solos que mostram um padrão intrincado de manchas erodidas entre 50 e 80% do horizonte A original. Na maior parte das áreas de classe 3 de erosão, a rocha mãe está exposta à superfície.

4

Muito severa

Solo que perderam mais do que 80% do horizonte A e alguns ou todos os horizontes mais profundos na maior parte a área. O solo original pode ser identificado somente nalguns pontos. Algumas áreas podem ser suaves, mas a maior parte tem um padrão intrincado de ravinas a rocha mãe ou material de base está exposto à superfície.

5 Topo

g Relevância sócio-económica e implicações políticas

Os olivais cobrem extensas áreas ao longo da Europa Mediterrânea. De acordo com o Plano de Acção Nacional Grego, a faixa de olivais é altamente sensível à desertificação. Os olivais expandiram-se largamente a áreas declivosas nas últimas décadas. As oliveiras são consideradas como um tipo de vegetação Mediterrânea com alta resistência à seca, baixo risco de fogo, elevada protecção dos solos à erosão do impacto directo das gotas da chuva, devido ao elevado grau de cobertura existente durante todo o ano. As oliveiras podem sobreviver sob condições adversas, climáticas e do solo, protegendo a terra da desertificação e fornecendo um rendimento significativo aos agricultores. Claro que se a terra é intensamente cultivada, especialmente em áreas declivosas, as taxas de erosão devido à água da escorrência superficial e lavouras são elevadas, afectando a desertificação.

5 Topo

g Discussão e conclusões

Distribuição dos olivais. Olivais sistemáticos ou misturados com outras culturas agrícolas e vegetação natural cobrem 81.8 % (49,617 hectares) da área piloto. 17% Da área total (10,311 há) estão cobertos com árvores isoladas ou olivais em combinação com vegetação natural e culturas. A taxa de cobertura dos olivais nestas unidades cartografadas é menos de 25% da área. A maior parte destas unidades cartografadas encontram-se nas áreas montanhosas elevadas em combinação com vegetação natural. Em alguns casos, tais unidades encontram-se em colinas mais baixas, em vertentes declivosas ou em vales em combinação com vegetação natural ou outras culturas .

Tabela: Distribuição dos olivais baseada na percentagem de taxa de cobertura na área de estudo de Chania, Creta.

Taxa de cobertura da oliveira

Área (ha)

% Da área total

<25% (O1)

10,311

17.0

25-50% (O2)

21,231

35.0

50-75% (O3)

11,647

19.2

>75% (O4)

6,429

10.6

Vegetação natural

10,615

17.5

Povoações

424

0.7

TOTAL

60,657

100.0

As unidades mais cartografadas (35% da área total) são aquelas em que os olivais cobrem 25-50% da terra. O resto da terra está coberto com vegetação natural ou culturas agrícolas ou mantém-se limpo. As unidades com as oliveiras cobrindo 50-75% ou > 75% ocupam respectivamente 19.2% e 10.6% da área total. Estes são os olivais sistemáticos que se encontram sobretudo nas posições mais baixas da paisagem na área piloto. As áreas mais declivosas somente com vegetação natural estão incluídas na área piloto, cobrindo 17.5% da paisagem.

Principais características do solo. Os solos caracterizam-se por um vasto conjunto de propriedades visto que foram formados a partir de uma variedade de rochas mãe e várias condições topográficas, de vegetação e climáticas. As principais rochas mãe são as margas, xistos, conglomerados, calcário e depósitos aluviais e coluviais.

Tabela: Distribuição dos vários tipos de rocha mãe na área de estudo de Chania

Rocha mãe

Depósitos aluviais

Conglomerados

Calcário

Margas

Ardósia

Área (%)

5.0

12.1

14.9

11.7

56.3

A ardósia é a principal rocha mãe, cobrindo 56.3% da área de estudo. É considerada como uma das melhores para cultivar oliveiras visto que a rocha é facilmente meteorizada (permitindo que os nutrientes para as plantas se tornem disponíveis e a água da chuva possa ser armazenada e absorvida pelas raízes durante a estação seca). O calcário estende-se sobretudo na parte central e Sul e cobre 14.9% da área. A maior parte dos solos que existem no calcário estão severamente degradados e principalmente cobertos com vegetação natural ou arbustos. As margas e conglomerados cobrem sensivelmente a mesma área (12.1% e 11.7% respectivamente) e localizam-se sobretudo na região norte. Os conglomerados encontram-se geralmente em altitudes superiores às margas. Podem distinguir-se duas categorias de margas: (a) as que contêm intercalados estratos com areias parcialmente consolidadas com carbonatos de cálcio e silicatos que restringem a penetração das raízes e (b) margas que contêm materiais não consolidados argilosos nas camadas mais fundas e que permitem melhor crescimento das plantas. Os conglomerados contêm geralmente elevadas quantidades de fragmentos rochosos que restringem uma profundidade efectiva das raízes. Finalmente, os depósitos aluviais cobrem 5% da área e localizam-se em vales ao longo dos principais rios e na parte norte da região.

Mapa da rocha mãe na área piloto DIS4ME de Chania

Os solos são geralmente bem drenados, textura média (27.7% da área) a moderada fina (89.1%) ou fina (3.2%). Os solos formados em ardósia são geralmente de textura média a moderadamente fina, enquanto os solos formados em margas, calcário e conglomerados têm texturas moderadamente fina a fina. Os solos formados em conglomerados e ardósia contêm geralmente elevadas quantidades de fragmentos rochosos. Os solos em cerca de metade da área piloto (53.2%) contêm mais de 60% de fragmentos rochosos na superfície do solo. Estudos em áreas similares mostraram que os fragmentos rochosos no solo reduzem a erosão do solo e a perda de água por evaporação.

Tabela: Distribuição da profundidade do solo

Profundidade do solo (cm)

<15

15-30

30-60

60-100

100-150

>150

Área (%)

3.6

13.3

28.5

23.7

16.1

14.8

A profundidade do solo depende do tipo de rocha mãe, declive da vertente e grau de erosão. 28.5% da área está coberta com solos moderadamente profundos (30-60 cm). Os solos entre 60-100 cm e 100-150 cm de profundidade cobrem, respectivamente, 23.7% e 16.1% da área total. Os solos muito profundos (> 150 cm) cobrem 14.8% e localizam-se sobretudo na parte Norte da área de estudo em margas, conglomerados ou depósitos aluviais. Áreas relativamente extensas estão altamente degradadas com solos de menos de 30 cm de profundidade (16.9% da área) indicando uma elevada sensibilidade à desertificação.

Mapa da profundidade de solo na área piloto DIS4ME de Chania

Tabela: Distribuição das classes de declive das vertentes

Classe de declive (%)

<2

2-6

6-12

12-18

18-25

25-35

>35

Área (%)

1.2

4.4

3.4

8.9

17.0

22.4

42.4

A área de estudo é bastante montanhosa com o pico mais alto a 1 320 metros de altitude. As vertentes são geralmente mais declivosas na região do Sul. Aqui, vertentes muito declivosas (>35%) prevalecem, cobrindo 42.4% da área. Vertentes moderadamente declivosas (18-25%) a declivosas (25-35%) ocupam respectivamente 17.0% e 22.4% da área. Solos moderadamente declivosos (18-25%) a muito inclinados (12-18%) cobrem respectivamente 8.9% e 17% da área. Solos quase planos (< 2%), inclinação ligeira (2-6%) e inclinação moderada (6-12%) cobrem uma relativamente pequena proporção da área (1.2%, 4.4% e 3.4% respectivamente). A configuração fisiográfica do terreno com vertentes declivosas e paisagens muito dissecadas por canais e rios favorece elevadas taxas de erosão e a ocorrência de deslizamentos em alguns casos.

Mapa dos declives das vertentes da área piloto DIS4ME de Chania

Tabela: Distribuição do grau de erosão do solo

Grau de erosão

Nenhuma erosão

Ligeira

Moderada

Severa

Muito Severa

Área (%)

6.1

28.1

48.0

17.1

0.7

A maior parte dos solos na área são moderadamente erodidos. Tais solos encontram-se me áreas declivosas com olivais que são lavrados ou em áreas de sobrepastoreio com queimadas frequentes da vegetação natural e cobrem 48% da área total. Os solos moderadamente erodidos cobrem 28.1% da área e localizam-se sobretudo nas áreas com olivais e sem lavouras ou em áreas de vegetação natural protegidas do sobrepastoreio ou fogos. Os solos severamente erodidos cobrem 17.8% da área e encontram-se sobretudo em olivais cultivados intensivamente ou áreas sujeitas a sobrepastoreio. Os solos sem erosão cobrem 5.1% da área e localizam-se nos vales.

Mapa da erosão do solo na área piloto DIS4ME de Chania

Áreas ambientalmente sensíveis à desertificação. Com base na etapa da degradação da terra e da sensibilidade à desertificação encontraram-se quatro categorias de Áreas Ambientalmente Sensíveis (ESAs) na área piloto de Chania. As ESAs mais expandidas são as frágeis (78% da área total) seguidas pelas críticas (14%), potenciais (4%) e não afectadas (4%).

Mapa das áreas ambientalmente sensíveis à desertificação sob o uso do solo e práticas de gestão actuais (N=não ameaçada, P=potencial, F1, F2, F3=frágil, e C1, C2, C3=áreas críticas à desertificação)

Distribuição dos vários tipos de ESAs sob as características actuais de uso do solo e gestão

ESAs Frágeis

As ESAs frágeis (F1, F2, F3) localizam-se sobretudo no Norte e parte central da área de estudo. Estas áreas são muito sensíveis à degradação sob qualquer mudança no delicado equilíbrio climático e do uso do solo. Qualquer mudança pode aumentar a redução do potencial biológico com o resultado de a área perder o coberto vegetal restante e ser sujeita a maiores taxas de erosão. Esta área é ameaçada por maiores ritmos de degradação sob (a) ligeira mudança climática e (b) se o tipo existente de uso do solo, tal como os bem adaptados olivais, for substituído. Devido ao coberto vegetal relativamente bom, os solos desta área são moderadamente profundos (50-100 cm) a profundos (> 100 cm), com bastante vegetação, oliveiras ou arbustos, pouco a moderadamente erodidos.

Subtipo F3: Áreas com vertentes declivosas a muito declivosas, solos de textura moderadamente fina, rochosos a levemente rochosos, moderadamente profundos a profundos, bem drenados, formados sobretudo em ardósia, conglomerados, margas e calcários, cobrindo 26% da área total. O clima é sobretudo seco sub-húmido, ou nalguns casos semi-árido, com precipitação> 660 mm, e geralmente com um índice bioclimático muito seco (BAI > 150). Áreas deste subtipo encontram-se sobretudo nas vertentes expostas a norte mas por vezes em vertentes expostas a sul. A vegetação dominante é composta por, oliveiras, seguidas de Quercus sempre verdes e phrygana, com o seu risco moderado ao fogo, protecção moderada à erosão, elevada resistência à seca, e cobertura vegetal geralmente superior a 75%. Estas áreas estão sob intensidade moderada de uso do solo e cumprimento parcial das políticas de protecção ambiental.

Subtipo F2: Áreas com vertentes declivosas a levemente inclinadas, solos moderadamente de textura fina, rochosos nalguns casos, moderadamente profundos a profundos, bem drenados, formados sobretudo em margas, ardósia e conglomerados, cobrindo 36% da área de estudo. O clima é sobretudo seco sub-húmido com precipitação> 660 mm, e índice bioclimático muito seco (BAI> 150). Áreas deste subtipo encontram-se sobretudo nas vertentes expostas a norte mas por vezes em vertentes expostas a sul. A vegetação dominante composta por, as oliveiras, seguidas de Quercus sempre verdes e phrygana, com o seu risco moderado ao fogo, protecção moderada à erosão, elevada resistência à seca, e cobertura vegetal geralmente superior a 75%. Estas áreas estão sob intensidade moderada de uso do solo e cumprimento parcial das políticas de protecção ambiental.

Subtipo F1: Áreas com vertentes declivosas a levemente inclinadas, solos moderadamente de textura fina, sobretudo rochosos ou sem fragmentos rochosos, profundos a moderadamente profundos, bem drenados, formados sobretudo em margas, ardósia e conglomerados, cobrindo 169% da área de estudo. Ocasionalmente são formados em calcário. O clima é sobretudo seco sub-húmido com precipitação> 660 mm, e índice bioclimático muito seco (BAI> 150). Áreas deste subtipo encontram-se sobretudo nas vertentes expostas a norte. A vegetação dominante são oliveiras, ou  em alguns casos vinha e Quercus sempre verdes. O risco de fogo é alto para os pinheiros mas baixo para as oliveiras. Há geralmente protecção à erosão baixa a moderada, elevada resistência à seca, e cobertura vegetal geralmente superior a 75%. Estas áreas estão sob intensidade moderada de uso do solo e cumprimento parcial das políticas de protecção ambiental.

ESAs Críticas

As áreas críticas (C1, C2, e C3)), localizadas sobretudo na parte central e Sul da área de estudo, têm solos muito degradados, muito delgados (0-15 cm) a delgados (15-30 cm), severamente a muito severamente erodidos, com pouca vegetação. São áreas usadas como pastagens com solos formados em calcário ou ardósia. As queimadas e sobrepastoreio destas áreas climática e topograficamente marginais constituem o uso do solo que promove a degradação, deteriorando ainda mais os recursos da terra. Esta área é muito sensível a baixa precipitação ou eventos extremos.

Subtipo C2: Áreas com vertentes muito declivosas (classe dominante> 35%), solos geralmente de textura grosseira a fina, rochosos, delgados, bem drenados formados em ardósia e calcário, cobrindo 11% da área de estudo. O clima é sobretudo seco sub-húmido com precipitação> 660 mm, e índice bioclimático seco (BAI 120-150). Áreas deste subtipo encontram-se sobretudo nas vertentes expostas a sul. A vegetação dominante é sobretudo phrygana ou ervas, com elevado risco de fogo, protecção moderada à erosão, elevada ou muito elevada resistência à seca, e cobertura vegetal geralmente superior a 75% ou nalguns casos somente 25-75%. Estas áreas estão sob intensidade moderada de uso do solo e cumprimento parcial das políticas de protecção ambiental.

Subtipo C1: Áreas com preponderância de vertentes muito declivosas (> 35%), solos geralmente de textura grosseira a fina, rochosos, delgados a moderadamente profundos, sobretudo bem drenados formados em ardósia e calcário, cobrindo 3% da área de estudo. O clima é sobretudo seco sub-húmido com precipitação > 660 mm, e índice bioclimático muito seco (BAI > 150). Áreas deste subtipo encontram-se sobretudo nas vertentes expostas a sul. A vegetação dominante corresponde a arbustos e oliveiras dispersas. O risco de fogo é baixo a moderado, protecção moderada à erosão, elevada resistência à seca, e cobertura vegetal geralmente superior a 75% ou nalguns casos somente 25-75%. Estas áreas estão sob intensidade moderada de uso do solo e cumprimento parcial das políticas de protecção ambiental.

ESAs Potenciais

Estas áreas localizam-se sobretudo na parte Norte da ida área de estudo e cobrem 4% da área. São áreas quase planas ou com inclinação ligeira (< 12%). Os solos são textura moderadamente fina, sem fragmentos rochosos ou rochosos, muito profundos, sobretudo bem drenados formados sobretudo em margas, conglomerados e depósitos aluviais. O clima é sobretudo seco sub-húmido com precipitação > 660 mm, e índice bioclimático muito seco (BAI > 150). Áreas deste tipo encontram-se sobretudo nas vertentes expostas a Norte ou são planas. A vegetação dominante são sobretudo oliveiras, e nalguns casos vinha e citrinos. O risco de fogo é baixo, protecção alta ou moderada à erosão, sobretudo elevada resistência à seca, e cobertura vegetal geralmente superior a 90%. Estas áreas estão sob intensidade moderada de uso do solo e cumprimento total das políticas de protecção ambiental.

ESAs Não ameaçadas

Áreas que não estão ameaçadas pela desertificação estão confinadas a vales com solos muito profundos, quase planas, geralmente bem drenadas, sobretudo sem fragmentos rochosos, formadas sobretudo em depósitos aluviais, cobrindo 4% da área de estudo. O clima é sobretudo seco sub-húmido com precipitação > 660 mm, e índice bioclimático muito seco (BAI > 150). A vegetação dominante são as oliveiras ou citrinos caracterizados por baixo risco de fogo, alta protecção à erosão, alta a moderada resistência à seca, e cobertura da vegetação geralmente sperior a 90%. Estas áreas estão sob intensidade moderada de uso do solo e cumprimento total das políticas de protecção ambiental.

5 Topo